PRTB deve lançar Pablo Marçal para presidente neste sábado (15); Justiça Eleitoral emite limitar suspendendo inegebilidade de oito anos

O empresário e influenciador Pablo Marçal obteve autorização judicial para deixar o União Brasil e retornar ao PRTB, legenda pela qual articula disputar a Presidência da República no pleito deste ano. A decisão liminar foi concedida pela 428ª Zona Eleitoral de Santana de Parnaíba (SP) e determinou a regularização provisória de seu vínculo partidário com efeitos retroativos a 4 de abril de 2026 — data-limite fixada pela legislação eleitoral para quem pretende concorrer nas eleições de outubro.

A direção nacional do PRTB, liderada por Leonardo Avalanche, convocou reunião de sua executiva neste sábado (15) para deliberar sobre a formalização do nome de Marçal na corrida ao Palácio do Planalto. O partido mantinha até então a pré-candidatura do próprio Avalanche e marcou para o final da tarde o anúncio do posicionamento oficial sobre a composição da chapa majoritária.

Em resumo:

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  • Liminar eleitoral: O juiz Gustavo Nardi determinou a filiação retroativa de Pablo Marçal ao PRTB a partir de 4 de abril, cumprindo a exigência de domicílio e filiação seis meses antes da eleição.
  • Deliberação partidária: A executiva do PRTB abriu reunião de emergência para definir se substitui a pré-candidatura de Leonardo Avalanche e lança Marçal ao Planalto.
  • Inelegibilidade no TRE-SP: O influenciador acumula condenações por abuso de poder político, econômico e descumprimento de decisão judicial que impõem impedimento eleitoral até 2032.
  • Movimentação recente: Em março, Marçal havia se filiado ao União Brasil, sigla na qual pontuava com 9% das intenções de voto para o Senado por São Paulo em pesquisa Genial/Quaest.

A manobra jurídica e a janela de filiação

A decisão de primeira instância atende ao critério de elegibilidade estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral, que exige filiação partidária deferida com pelo menos seis meses de antecedência ao primeiro turno das Eleições 2026. Marçal havia deixado o PRTB e ingressado no União Brasil em março com o objetivo inicial de concorrer ao Congresso Nacional — com foco no Senado ou na Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo.

Em levantamento da Genial/Quaest divulgado no fim de julho, o influenciador pontuava com 9% das intenções de voto na disputa pelo Senado paulista. Diante do estreitamento de espaço para voos majoritários nacionais dentro da federação partidária, a defesa do empresário recorreu à Justiça Eleitoral paulista para restabelecer a filiação à sua antiga sigla, pela qual disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024.

Condenações no TRE-SP mantêm inelegibilidade até 2032

Apesar de garantir provisoriamente a regularidade da filiação partidária, a tentativa de Marçal de disputar o Palácio do Planalto esbarra em barreiras no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). O influenciador responde a condenações que geraram oito anos de inelegibilidade decorrentes de condutas na campanha municipal de 2024.

Na decisão mais recente do plenário do tribunal, a corte negou recurso e manteve a perda dos direitos políticos do empresário até 2032 por abuso de poder político, econômico e dos meios de comunicação. O caso envolveu a promessa de gravação de vídeos de apoio a candidatos a vereador em troca de doações financeiras para sua campanha.

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Em outra representação, Marçal foi sentenciado a oito anos de inelegibilidade e a pagamento de R$ 420 mil em multas pelo caso do “concurso de cortes”, no qual remunerava apoiadores para impulsionar e disseminar seus conteúdos em redes sociais. Uma terceira decisão de primeira instância apontou uso indevido de meios de comunicação e disseminação de informações inverídicas durante o processo eleitoral.

O registro definitivo de sua eventual candidatura a presidente dependerá da concessão de medidas cautelares no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou de decisões que suspendam a eficácia das condenações colegiadas antes da homologação final das candidaturas pela corte em Brasília.

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Sobre o colunista

Júnior Cardoso

Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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