Seis pesquisas do Datafolha divulgadas neste sábado (22) dividem o mapa da corrida presidencial de 2026: Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, enquanto Lula alcança percentuais maiores em Minas Gerais, Pernambuco e Piauí.
Os levantamentos ouviram, ao todo, 6.958 eleitores entre terça-feira (18) e sexta-feira (21). Os resultados retratam disputas estaduais separadas: não formam uma pesquisa nacional e não podem ser somados diretamente sem ponderação pelo eleitorado e compatibilidade entre as metodologias.
O tamanho das diferenças muda de uma unidade para outra. Lula abre 41 pontos no Piauí e 32 em Pernambuco, enquanto a distância cai para seis pontos em Minas Gerais. No Distrito Federal, Flávio registra 39% contra 31% de Lula — vantagem aritmética de oito pontos, e não sete. Em parte dos levantamentos, a margem publicada mantém os intervalos próximos ou sobrepostos.
Nordeste concentra as maiores vantagens de Lula
O Piauí apresenta a maior distância entre os dois primeiros colocados no cenário sem Pablo Marçal: Lula tem 60% e Flávio, 19%. Pernambuco vem em seguida, com 56% para Lula e 24% para Flávio. Em Minas Gerais, a diferença é menor: 37% a 31%, com Romeu Zema em terceiro, com 10%.
Com Pablo Marçal entre os nomes testados, Lula mantém 60% no Piauí, enquanto Flávio passa de 19% para 18%. Em Pernambuco, os percentuais ficam em 55% e 24%. Em Minas Gerais, Lula marca 36%, Flávio permanece com 31%, Zema tem 8% e Marçal, 4%. A presença de Marçal nas simulações não comprova sua elegibilidade.
Flávio tem vantagem numérica em São Paulo, Rio e Distrito Federal
Em São Paulo, Flávio marca 37% e Lula, 33% no cenário sem Marçal. Com ele, a diferença cai de quatro para um ponto: Flávio tem 35%, Lula 34% e Marçal 4%. Foram feitas 1.610 entrevistas entre 18 e 21 de agosto, com margem de dois pontos percentuais. Os registros divulgados são SP-01806/2026 e BR-07185/2026; o nível de confiança não foi informado expressamente no trecho metodológico publicado.
No Rio de Janeiro, Flávio registra 41% e Lula, 36% sem Marçal; com o nome do PRTB, os percentuais passam a 38% e 37%. A pesquisa ouviu 1.204 pessoas entre 18 e 21 de agosto, tem margem de três pontos, nível de confiança de 95% e registros divulgados RJ-02945/2026 e BR-00109/2026.
No Distrito Federal, Flávio alcança 39% e Lula, 31% sem Marçal. Ronaldo Caiado aparece em terceiro, com 10%. No outro cenário, Flávio tem 37%, Lula 31%, Caiado 9% e Marçal 2%. Foram entrevistadas 910 pessoas entre 18 e 21 de agosto; a margem é de três pontos, a confiança é de 95% e os registros divulgados são DF-07561/2026 e BR-02094/2026.
Margens exigem leituras diferentes em cada unidade
Pela aplicação descritiva das margens máximas a cada percentual, os intervalos dos dois primeiros se sobrepõem ou se encontram no limite em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais no cenário sem Marçal. No Distrito Federal sem Marçal, os intervalos não se sobrepõem. Em Pernambuco e Piauí, as diferenças superam as margens divulgadas.
A margem máxima de cada pesquisa não equivale necessariamente à incerteza específica de cada candidato. Em 2024, o Conselho Federal de Estatística contestou o uso automático de uma margem genérica para declarar “empate técnico” e defendeu avaliação probabilística própria. O DataSenado também explica que margem de erro e nível de confiança devem ser lidos conjuntamente.
Em Minas Gerais, foram ouvidos 1.204 eleitores entre 18 e 20 de agosto; a margem é de três pontos, a confiança é de 95% e os registros divulgados são MG-00446/2026 e BR-04396/2026. Pernambuco teve 1.204 entrevistas no mesmo período, margem de três pontos e confiança de 95%, com os registros PE-01528/2026 e BR-00109/2026.
O código nacional BR-00109/2026 também foi divulgado para a pesquisa do Rio de Janeiro, uma repetição que impede tratá-lo como registro individual confirmado de Pernambuco. No Piauí, foram feitas 826 entrevistas entre 18 e 21 de agosto, com margem de três pontos e confiança de 95%; o registro informado é PI-06656/2026, sem indicação de um código nacional.
Pesquisas retratam forças regionais antes do primeiro turno
O Tribunal Superior Eleitoral informa que o registro das pesquisas é obrigatório, mas esclarece que a Justiça Eleitoral não controla previamente os resultados nem gerencia sua divulgação. O sistema público reúne informações declaradas pelos responsáveis, como questionários, localidades pesquisadas e notas fiscais dos serviços.
O primeiro turno está previsto para domingo, 4 de outubro. Até lá, cada nova rodada mostrará as intenções de voto no respectivo período de entrevistas. Os seis levantamentos divulgados neste sábado apontam forças regionais distintas para Lula e Flávio, sem constituir uma medição nacional da disputa.



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