BNDES e Finep aprovam R$ 21 bilhões para produção de biocombustíveis – PIRANOT

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovaram R$ 21 bilhões para a produção de biocombustíveis entre janeiro de 2023 e julho de 2026. O total representa crédito autorizado, não desembolso comprovado.

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Segundo o BNDES, as aprovações cresceram 360% diante dos R$ 4,6 bilhões registrados entre 2019 e 2022. Do montante mais recente, R$ 17,15 bilhões correspondem ao banco e R$ 3,88 bilhões à Finep; os valores arredondados somam aproximadamente R$ 21 bilhões.

O crédito alcança projetos ligados ao etanol de milho e trigo, ao biodiesel e ao biometano. A divulgação não detalha a distribuição dos recursos por beneficiário, estado, empresa ou modalidade, nem informa quanto foi efetivamente liberado.

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Aprovações crescem 360% sobre o ciclo de 2019 a 2022

O intervalo mais recente abrange três anos completos e os sete primeiros meses de 2026. A base de comparação reúne quatro anos, de 2019 a 2022. O salto informado pelo BNDES mede o valor dos créditos aprovados em cada período; não equivale, por si só, à mesma variação em recursos desembolsados ou investimentos já executados.

Em 2025, o BNDES aprovou R$ 6,4 bilhões para a produção de biocombustíveis, recorde anual informado pela instituição. O banco relaciona sua atuação à expansão de cadeias que processam matérias-primas agroindustriais, mas não apresentou nesta segunda-feira (24) uma decomposição dos R$ 21 bilhões entre etanol, biodiesel e biometano.

Produção avança de forma desigual entre as cadeias

O Balanço Energético Nacional 2026, da Empresa de Pesquisa Energética, registra que a produção brasileira de biodiesel chegou a 9,8 milhões de metros cúbicos em 2025, alta de 8,5% sobre 2024. A produção total de etanol atingiu 38,20 milhões de m³, avanço de 0,1% no mesmo intervalo.

Em 2025, o etanol de cana caiu 6,1% e totalizou 28,7 milhões de m³, enquanto o etanol de milho e outras biomassas atingiu 9,45 milhões de m³ e respondeu por 24,7% da produção nacional. Os dados mostram que a expansão não ocorreu de maneira uniforme e não permitem atribuir o desempenho de cada cadeia aos financiamentos.

Crédito aprovado não equivale a dinheiro desembolsado

Para o mercado, as aprovações sinalizam disponibilidade de financiamento para ampliar instalações, desenvolver tecnologia e processar matérias-primas. O valor de R$ 21 bilhões, entretanto, não pode ser tratado automaticamente como gasto já realizado, porque o montante efetivamente desembolsado não foi informado.

Na prática, o novo ciclo amplia a oferta de crédito público para etanol, biodiesel e biometano. O efeito econômico poderá ser medido pela capacidade produtiva, pela produção adicional, pelos empregos e pelas emissões evitadas à medida que os projetos financiados entrarem em operação.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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