Dólar cai a R$ 5,1486 com petróleo sob pressão de sanções contra o Irã – PIRANOT

O dólar abriu em queda de 0,08%, a R$ 5,1486, nesta terça-feira (25), no Brasil, enquanto novas sanções dos Estados Unidos contra o Irã e restrições no Estreito de Ormuz mantiveram o petróleo no foco do mercado. Na sessão anterior, a moeda havia fechado a R$ 5,1526, com alta de 0,16%.

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O barril do Brent operava a US$ 92,13, com recuo de 0,04%, após cair 2% no dia anterior. O petróleo dos Estados Unidos, o WTI, era negociado a US$ 85,08, com alta de 0,1%. A variação diária limitada contrasta com a incerteza criada pela campanha de pressão econômica norte-americana e pelos obstáculos à navegação em uma rota que concentrava cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo antes do conflito.

Para o Brasil, a combinação importa porque petróleo caro e câmbio pressionado podem elevar custos de combustíveis, transporte e produtos importados. Ainda não é possível quantificar quanto as novas medidas poderão acrescentar ao preço do barril ou à inflação brasileira.

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Ormuz volta ao centro da disputa entre Washington e Teerã

Em 27 de julho de 2026, o petróleo recuou mais de 6% após o anúncio de uma pausa temporária nos ataques entre Estados Unidos e Irã. Em 3 de agosto, novos acenos diplomáticos favoreceram as bolsas de Nova York e aliviaram as cotações da commodity. A tensão voltou a crescer com os sinais de interrupção prolongada do tráfego pelo Estreito de Ormuz.

O governo norte-americano confirmou que anunciará um novo pacote de sanções secundárias contra o Irã, com o objetivo de isolar a economia do país do sistema financeiro baseado em dólar. Em declaração publicada na Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que países cujas instituições, empresas, aeroportos ou órgãos públicos apoiarem o Irã enfrentarão “consequências econômicas enormes”. Trump não detalhou o alcance formal das medidas, a data de vigência nem as operações que poderão ser enquadradas como apoio.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu em 24 de agosto de 2026 que países vizinhos considerados cúmplices das ações norte-americanas estarão sujeitos a consequências. A manifestação foi feita pelo porta-voz Esmaeil Baqaei durante a entrevista coletiva semanal da pasta, sem especificação de medidas concretas.

Em 22 de agosto de 2026, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou que governos da região enviaram mensagens propondo novos arranjos de segurança e cooperação econômica diante da retórica de Washington.

Petróleo caro amplia a pressão sobre os preços no Brasil

A cotação do Brent funciona como referência internacional para o petróleo. Quando o barril sobe, a pressão pode alcançar combustíveis e cadeias dependentes de transporte; quando o dólar também avança, a conversão desses custos para reais se torna mais onerosa. O efeito não é automático nem uniforme, pois depende da duração do choque, da política de preços e do repasse das empresas.

O câmbio iniciou esta terça com baixa de 0,08%, mas acumulava alta de 1,64% em agosto. No ano de 2026, ainda registrava queda de 6,12%. Essa diferença de horizontes mostra que o movimento da abertura não representa, sozinho, uma mudança duradoura de tendência: o mercado acompanha tanto a evolução militar e diplomática quanto as condições efetivas de circulação de petróleo por Ormuz.

Na renda variável, o Ibovespa havia encerrado a segunda-feira (24) aos 171.942 pontos, com avanço de 0,53%. O índice acumulava perda de 3,40% em agosto e alta de 6,64% em 2026. Os dados indicam oscilação recente dos ativos brasileiros, mas não isolam a parcela atribuível ao conflito ou às ameaças de sanções.

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Mercado acompanha sanções e circulação de petróleo por Ormuz

O governo dos Estados Unidos ainda precisa formalizar os países, as transações, os prazos e as penalidades alcançados pelas sanções secundárias. A dimensão do efeito econômico também dependerá da duração das restrições à navegação no Estreito de Ormuz.

Enquanto o Brent permanecer acima de US$ 90 por barril e o tráfego pela rota continuar sob fortes restrições, o petróleo manterá elevado o risco de repasse para combustíveis e projeções de inflação no Brasil. O dólar também seguirá sensível às mudanças na oferta de energia e aos desdobramentos entre Estados Unidos e Irã.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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