Alonso cobra reação da Honda em até três anos no novo ciclo da Fórmula 1 – PIRANOT

Fernando Alonso cobrou uma reação rápida da Honda no desenvolvimento do motor de 2026 da Aston Martin e rejeitou esperar cinco anos para disputar as primeiras posições na Fórmula 1.

Em declaração publicada na quinta-feira (3), o piloto afirmou: “Não queremos esperar cinco anos como fizeram da última vez, queremos fazer isso em dois anos ou três anos, no máximo”. Com a fala, o espanhol fixou o horizonte que considera aceitável para a equipe alcançar o desempenho desejado.

A cobrança veio após o nono lugar no GP da Holanda, disputado em 30 de agosto. Alonso relatou problemas graves de dirigibilidade com a Especificação 2 do motor, além de inconsistência na entrega de potência nas saídas de curva, e declarou que a equipe não pode ficar satisfeita com essa posição. Ao mesmo tempo, reafirmou ter 100% de confiança na Honda Racing Corporation (HRC), embora tenha reconhecido que a parceria começou “com o pé esquerdo” no novo ciclo.

Prazo aumenta a pressão sobre o desenvolvimento do motor

O horizonte de dois a três anos transforma a crítica em uma exigência objetiva de desenvolvimento. Alonso não anunciou rompimento com a Aston Martin nem condicionou sua permanência a uma atualização específica: o ponto central de sua manifestação foi a velocidade necessária para corrigir as limitações do conjunto de 2026.

A referência aos cinco anos remete à experiência anterior do piloto com a fabricante. Entre 2015 e 2017, a parceria McLaren-Honda enfrentou problemas recorrentes de confiabilidade e desempenho. Em 2015, Alonso chegou a classificar a unidade de potência como “motor de GP2” durante o GP do Japão, em Suzuka.

Em maio de 2023, Aston Martin e Honda anunciaram a parceria técnica exclusiva para o fornecimento de unidades de potência a partir da temporada de 2026, encerrando o vínculo da equipe britânica com a Mercedes. O reencontro ocorre agora sob outra estrutura, com a Honda responsável pelo motor da Aston Martin.

Especificação 2 concentra as críticas de Alonso

A Honda Racing Corporation não detalhou as causas das dificuldades de dirigibilidade da Especificação 2 em Zandvoort nem estabeleceu publicamente uma data para o lançamento da Especificação 3. O prazo de dois a três anos, portanto, representa a cobrança de Alonso, e não um compromisso formal assumido pela fabricante.

O nono lugar na Holanda tornou concreta a distância entre o desempenho atual e a ambição da parceria. Para Alonso, a prioridade agora é corrigir a entrega de potência e acelerar o desenvolvimento sem repetir o ciclo prolongado de dificuldades vivido com a Honda entre 2015 e 2017.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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