Dois trabalhadores morreram e dois ficaram feridos na sexta-feira (4), após uma estrutura metálica ceder durante a instalação na obra de um supermercado na Avenida Rachel de Queiroz, no Aero Rancho, em Campo Grande (MS).
De acordo com o Corpo de Bombeiros, os quatro trabalhadores caíram de aproximadamente 14 metros. Duas vítimas morreram no local; as outras foram levadas estáveis à Santa Casa de Campo Grande. Uma tinha fratura no fêmur, e a outra, escoriações pelo corpo.
O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) converteu a Notícia de Fato em inquérito civil. O Crea-MS encontrou empresa registrada, responsável técnico e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de projeto e execução. Esses registros não determinam a causa do colapso nem comprovam o cumprimento de todas as medidas de segurança.
Trabalhadores soldavam estrutura destinada ao telhado
No momento do acidente, os trabalhadores soldavam a estrutura metálica que sustentaria o telhado do supermercado. O Corpo de Bombeiros atribuiu as mortes à queda provocada pelo colapso, mas informou que a causa da falha permanecia desconhecida. Os bombeiros também relataram uso aparente de equipamentos de proteção individual.
A fiscalização inicial do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS) verificou responsável técnico e ART. O conselho ainda aguardava planos de segurança do trabalho, laudos de inspeção dos equipamentos de içamento e projetos complementares da obra.
Perícias analisam causa e condições de segurança
A perícia da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul começou a trabalhar no local para determinar a causa técnica. A 5ª Delegacia de Polícia conduz a investigação, e o enquadramento da ocorrência dependerá dos elementos técnicos reunidos.
No inquérito civil, o MPT-MS determinou uma inspeção de seu setor pericial e pediu diligência fiscal urgente à Inspeção do Trabalho. A investigação verificará eventuais medidas de segurança não observadas e identificará as empresas empregadoras envolvidas.
Relatórios técnicos definirão os encaminhamentos
A delegada Lucélia Constantino, da 5ª Delegacia de Polícia, estimou que o trabalho pericial no local terminaria no sábado (5), mas a conclusão não havia sido confirmada. A Polícia Civil poderá definir o enquadramento da ocorrência depois de receber os elementos técnicos.
A HB Pré Fabricados declarou que aguardava a perícia e prestava assistência aos feridos e às famílias dos mortos. A empresa afirmou que se manifestaria quando tivesse informações precisas.
O Crea-MS encaminhará os dados à Câmara Especializada de Engenharia Civil para análise técnica. Se forem encontrados indícios de infração profissional, o caso poderá seguir para apuração ética e os elementos também serão enviados à autoridade policial.
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