Entidades empresariais divulgaram na quarta-feira (9) o “Manifesto à Nação Brasileira”, no qual cobram que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) examine, em sessão pública e com urgência, fatos relacionados ao que classificam como uma crise institucional na Corte.
Entre as signatárias estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O texto não cita ministros nem detalha os episódios que motivaram a cobrança.
Manifesto pede exame público e decisão urgente
Em uma das passagens, as entidades afirmam: “A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!”
O manifesto também sustenta que a autoridade de um tribunal depende de imparcialidade, transparência e exemplo na atuação de seus integrantes. Para as signatárias, a perda de legitimidade da Corte compromete a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a paz social.
Sete entidades e 2.764 registros de adesão
Além de CNI, Fiesp e CNC, o manifesto destaca a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
A página do manifesto reúne 2.764 registros de adesão de associações, federações e sindicatos de diferentes setores e regiões do país.
Em posicionamento separado, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que as sucessivas crises em Brasília colocam as instituições em risco e defendeu discussões livres, públicas e transparentes, com oportunidade para esclarecimentos e amplo direito de defesa.
O dirigente associou a confiança nos Poderes públicos à competitividade, à produtividade, aos investimentos e à geração de empregos. No texto, Alban também pede que questões políticas, eleitorais ou crises institucionais não interrompam oportunidades de crescimento do país.
Ao levar a cobrança ao debate público, as entidades vinculam a resposta do Plenário à preservação da segurança jurídica, da confiança nas instituições e da paz social.
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