JBS e Viva Holding assinaram na terça-feira (15) um acordo definitivo para criar a JBS Viva, empresa com capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano. A conclusão da operação ainda depende do cumprimento de condições contratuais e de reorganizações societárias.
Após o fechamento, cada sócia deverá deter 50% da JBS Viva. A nova companhia reunirá atividades de produção, beneficiamento e comercialização de couro, além da fabricação e venda de produtos químicos usados no processamento do material.
Com 31 fábricas e mais de 11 mil colaboradores distribuídos no Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã, a estrutura prevista amplia a escala dos negócios de couro dos dois grupos.
Acordo formaliza plano anunciado em novembro de 2025
Em novembro de 2025, JBS e Viva anunciaram a intenção de combinar seus negócios de couro. A assinatura do acordo definitivo em 15 de setembro de 2026 detalha a formação da associação, que continua condicionada às etapas previstas entre as empresas.
A Viva foi formada em 2023 pela união de Viposa e Vancouros. Naquele ano, a estrutura tinha capacidade estimada em cerca de 7 milhões de couros por ano e faturamento histórico estimado em R$ 3,1 bilhões.
Operações de couro entram na associação; colágeno e gelatina ficam fora
A JBS transferirá para a associação sua operação brasileira de couros. A Viva, por sua vez, reorganizará sua estrutura societária para concentrar os ativos que participarão do negócio e separar os que permanecerão fora dele.
Ficam fora da transação as atividades de colágeno e gelatina das duas empresas. Também não integram a associação os ativos, estoques e operações de couro ligados à unidade da JBS em Cactus, no Texas, nos Estados Unidos, nem ativos da divisão de couros da companhia na Alemanha, no Uruguai e no México.
O desenho mantém uma relação comercial entre as partes. A JBS fornecerá à JBS Viva o couro cru produzido por seus frigoríficos no Brasil; em sentido inverso, a futura empresa venderá à JBS as aparas e raspas resultantes do processamento, destinadas às operações de gelatina, colágeno e produtos relacionados.
Conselho terá indicações divididas entre JBS e Viva
O conselho de administração poderá ter até seis integrantes, com três indicações da JBS e três da Viva. A JBS indicará o presidente do conselho, sem voto de qualidade, e o diretor financeiro; a Viva Holding escolherá o diretor executivo e o diretor de operações.
A capacidade informada de mais de 20 milhões de couros por ano dimensiona o porte planejado da associação, sem equivaler a produção já realizada. A operação reorganiza uma cadeia que abastece setores como o calçadista, o moveleiro e o automotivo.
As empresas informaram que os ativos serão transferidos para a JBS Viva depois do cumprimento das condições previstas no contrato e da conclusão das reorganizações societárias.
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