A EY recomenda que empresas nomeiem um chefe de economia de agentes para centralizar o controle dos custos de inteligência artificial. A proposta foi apresentada em publicação de 15 de julho de 2026.
A função, também chamada de “Agent FinOps Lead”, deve concentrar a visibilidade sobre o uso de modelos, o vazamento de custos e o retorno gerado. A proposta inclui limites de gastos, tetos de chamadas e desligamentos automáticos antes da expansão dos agentes.
Modelo da EY reúne sete categorias de custo
Em 15 de julho de 2026, a EY dividiu o custo total dos agentes em sete categorias: modelo, dados, integração, observabilidade, segurança, supervisão humana e infraestrutura. O método amplia a conta além do preço cobrado pelo processamento de cada solicitação e recomenda incluir despesas de capital e operacionais no custo total de propriedade.
A publicação apresenta um exemplo no qual uma interação simples custa US$ 0,04, enquanto uma orquestração com agentes chega a US$ 1,20. A diferença é de 30 vezes naquele cenário ilustrativo; o cálculo não representa os gastos internos da EY nem uma regra aplicável a todos os agentes.
Para empresas que contratam nuvem e modelos com cobrança variável, a proposta transforma consumo técnico em responsabilidade financeira. Em 15 de maio de 2026, o PIRANOT mostrou a adoção de limites de uso e governança de custos de inteligência artificial por companhias brasileiras.
Orçamentos estourados aumentam pressão por controle
Em 13 de julho de 2026, uma pesquisa da McKinsey & Company informou que 93% dos respondentes ultrapassaram seus orçamentos de inteligência artificial. A pesquisa reuniu 120 participantes empresariais de cinco setores, dos quais 75 foram classificados como respondentes qualificados.
A McKinsey também informou que processava aproximadamente 5 trilhões de tokens por mês em maio de 2026. Cerca de 10% dos usuários respondiam por aproximadamente 65% desse consumo, dado que ajuda a explicar por que empresas procuram identificar as aplicações e equipes responsáveis pelas maiores despesas.
Comando financeiro liga consumo a responsabilidade
O modelo atribui ao chefe de economia de agentes a tarefa de acompanhar onde os recursos são consumidos e se os sistemas entregam o retorno esperado. Na prática, a combinação de acompanhamento do consumo, limites de chamadas e desligamentos automáticos permite conter despesas antes que novos agentes sejam ampliados.



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