Diretoria e sócios reivindicam comando do Sampaio Corrêa em impasse – PIRANOT

A diretoria de Sérgio Frota e o grupo de sócios plenos liderado por Klaus Lopes reivindicavam o comando do Sampaio Corrêa em São Luís no sábado, 8 de agosto de 2026. A disputa permanecia sem solução formal conhecida.

Em nota oficial publicada em 5 de agosto, o clube afirmou que analisaria os atos atribuídos a uma Assembleia Geral Extraordinária e adotaria as medidas cabíveis nas instâncias competentes. Até a conclusão desse exame, a diretoria declarou não reconhecer nenhuma alteração na administração.

Do outro lado, o grupo liderado por Klaus Lopes sustentava que a assembleia havia destituído a diretoria e formado uma junta governativa legítima. A ocorrência alegada do encontro, porém, não basta para confirmar sua validade estatutária ou jurídica. Por isso, não é possível afirmar que Frota tenha sido validamente destituído nem que a junta tenha assumido legalmente o clube.

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Reeleição de Frota antecede novo capítulo da disputa interna

Em 17 de maio de 2025, o Sampaio Corrêa anunciou a reeleição de Sérgio Frota para o quadriênio de 2026 a 2029. O registro sustenta a legitimidade reivindicada pela diretoria, mas não resolve a controvérsia sobre a assembleia contestada em agosto de 2026.

Em 28 de maio de 2026, Sérgio Frota e a Diretoria Jurídica assinaram um edital para o recadastramento de sócios plenos. A crise interna ganhou outro episódio em 11 de junho de 2026, quando o Conselho Deliberativo deliberou sobre a exclusão do então vice-presidente Perez Paz.

Em 22 de junho de 2026, o clube informou que uma decisão provisória do Tribunal de Justiça do Maranhão havia restabelecido os efeitos dessa exclusão. A medida tratava daquele episódio e não decidiu a validade da assembleia realizada em agosto de 2026.

Validade da assembleia depende de documentos e reconhecimento formal

Até 8 de agosto de 2026, não havia decisão judicial específica, ata registrada ou manifestação federativa que definisse o comando válido. A íntegra do edital, da ata, da lista de presença, do quórum, do resultado e do registro cartorial da assembleia contestada não havia sido apresentada publicamente.

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A diretoria informou que concluiria a análise jurídica e documental dos atos e adotaria as medidas consideradas cabíveis nas instâncias competentes, sem estabelecer prazo. Também não havia posição confirmada da CBF ou da Federação Maranhense de Futebol sobre a representação reconhecida do clube.

A definição terá efeito direto sobre quem pode representar institucionalmente o Sampaio Corrêa, assinar contratos e conduzir o planejamento esportivo de 2027. Até uma decisão formal, diretoria e junta permanecem em lados opostos da disputa pelo poder no clube.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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