Trump reduz exercícios com Coreia do Sul e cita sinal hostil a Pyongyang – PIRANOT

Donald Trump anunciou neste domingo (16), nos Estados Unidos, que ordenou ao Pentágono uma redução substancial dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, sem detalhar o alcance do corte.

Em publicação no Truth Social, Trump afirmou ter instruído Pete Hegseth a diminuir as manobras porque seriam caras e enviariam uma mensagem “totalmente inadequada e hostil” à Coreia do Norte. Segundo o presidente, a decisão também considera sua “muito boa relação” com o líder norte-coreano Kim Jong-un.

Trump disse que era tarde demais para cancelar o treinamento, já próximo do início, e por isso determinou sua redução. A ordem ainda não foi acompanhada de uma medida operacional pública que identifique as atividades atingidas, o percentual do corte ou o prazo para executá-lo.

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A decisão foi anunciada na véspera do início previsto do Ulchi Freedom Shield 2026, exercício programado pelos aliados para ocorrer de segunda-feira (17) a 27 de agosto. O treinamento teria duração de 11 dias e participação de 18 mil militares sul-coreanos. O número de integrantes das Forças Armadas dos Estados Unidos não foi informado.

O planejamento previa operações conjuntas em diferentes cenários, incluindo exercícios com munição real, testes de ataques de precisão, travessias de rios e movimentação de equipamentos militares previamente posicionados.

Redução muda treinamento voltado à defesa contra ameaças norte-coreanas

Estados Unidos e Coreia do Sul apresentam o Ulchi Freedom Shield como um treinamento destinado a reforçar a capacidade conjunta de defesa diante das ameaças da Coreia do Norte. Um documento do Comando das Forças dos Estados Unidos na Coreia registra que a estrutura militar norte-americana no país realiza dois dos maiores exercícios conjuntos, combinados e multidomínio da área de responsabilidade do Comando Indo-Pacífico.

Esse planejamento torna material a diferença entre reduzir e cancelar as manobras. Trump não anunciou a suspensão integral do Ulchi Freedom Shield, não determinou publicamente a retirada de tropas norte-americanas da Coreia do Sul e não especificou se sua ordem alcança outros treinamentos conjuntos.

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O calendário havia sido anunciado em 10 de agosto. Na sexta-feira (14), a Coreia do Norte condenou o treinamento e ameaçou uma resposta não especificada. Trump afirmou que Pyongyang tem se mostrado “não ameaçadora e respeitosa” durante seu atual mandato, mas não anunciou uma contrapartida diplomática norte-coreana ligada à redução.

Trump também relacionou o anúncio à postura do atual governo sul-coreano sobre o Irã. Segundo ele, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, recusou participar dos esforços americanos para a “desnuclearização da República Islâmica do Irã”. O próprio Trump classificou o assunto como “um tanto não relacionado” às manobras militares.

Em 2018, depois da cúpula de Singapura com Kim Jong-un, Trump anunciou a suspensão de grandes exercícios conjuntos. Em 2019, Estados Unidos e Coreia do Sul substituíram grandes manobras de primavera por treinamentos menores durante a tentativa de negociação. O último dos três encontros pessoais entre Trump e Kim ocorreu também em 2019.

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Pentágono e Seul precisam executar a ordem às vésperas das manobras

A reportagem questionou o alcance da redução, o custo total da operação e se Seul foi consultada antes do anúncio; até a publicação, Pentágono e governo sul-coreano não haviam apresentado essas informações.

A redução determinada por Trump muda, na véspera do início previsto, um treinamento central da prontidão militar entre Washington e Seul. A medida recoloca o tamanho das manobras no centro da estratégia americana para conciliar a defesa da Coreia do Sul com a tentativa de reabrir o diálogo com Kim Jong-un.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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