A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que o El Niño se fortaleça nos próximos meses, atinja intensidade muito forte no fim de 2026 e possa persistir até fevereiro de 2027.
O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial central e oriental. A OMM alerta que essa condição pode alterar padrões de chuva e elevar os riscos de secas, inundações e calor em diferentes regiões do mundo.
Impactos variam entre regiões e atividades produtivas
Uma previsão global, porém, não determina sozinha os efeitos em cada área produtora. A resposta da atmosfera depende da intensidade do fenômeno, da época do ano e da interação com outros padrões climáticos.
Em 2023 e 2024, o Brasil esteve sob influência de um episódio de El Niño, com efeitos distintos entre as regiões. Esse histórico mostra que não é possível projetar automaticamente seca, excesso de chuva, quebra de safra ou alta de alimentos para uma localidade específica.
Plantio e abastecimento exigem acompanhamento regional
Para o agronegócio, alterações em chuva e temperatura podem influenciar o plantio, o abastecimento, a energia e a gestão de riscos. A irregularidade das chuvas já é um fator acompanhado por produtores no plantio da soja.
No Brasil, previsões regionais do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e avaliações de risco do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) serão decisivas para orientar medidas por região e cultura.



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