Edson Fachin cancelou na quinta-feira (10) a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), segunda interrupção consecutiva da agenda pública da Corte após o cancelamento da sessão de quarta-feira (9).
Os cancelamentos ocorrem em meio à crise entre ministros do STF, após decisões sobre a direção-geral da Polícia Federal (PF). Na quarta-feira, Fachin suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da corporação e manteve Andrei Rodrigues no cargo.
Decisões sobre a chefia da PF antecedem suspensões
Na cronologia do caso, André Mendonça havia afastado Andrei Rodrigues da direção-geral da PF em 8 de setembro. No dia seguinte, Flávio Dino determinou a reintegração do delegado. Ainda em 9 de setembro, Fachin suspendeu as decisões dos dois ministros, manteve Rodrigues na função e retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito das fake news.
Fachin também determinou que eventuais investigações envolvendo ministros do STF passem previamente pela Presidência da Corte. As medidas reorganizaram provisoriamente as decisões sobre a chefia da PF, mas a crise institucional permanece no centro da agenda do tribunal.
Sessão de terça-feira é o próximo marco
Há uma sessão plenária prevista para terça-feira (15), quando os ministros devem analisar questões relacionadas à investigação que envolve Alexandre de Moraes e mensagens trocadas com Daniel Vorcaro. A pauta formal, o horário e o objeto processual da sessão ainda não foram divulgados em ato oficial.
Com dois plenários cancelados em dois dias, a sessão de terça-feira passa a ser o próximo momento público para medir os efeitos da crise sobre a agenda e o funcionamento do Supremo.
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