O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na quarta-feira (16), em Brasília, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A lei cria crédito fiscal de R$ 5 bilhões entre 2030 e 2034 e um fundo garantidor para estimular o processamento e a transformação de minerais no país.
O crédito fiscal terá limite de R$ 1 bilhão por ano e busca incentivar empresas a avançar na cadeia produtiva, do beneficiamento ao refino e à fabricação de produtos industriais. Poderão acessar o benefício empresas constituídas sob a legislação brasileira, com sede e administração no Brasil, que comprovem investimentos no processamento de minerais críticos e estratégicos no território nacional.
Fundo busca facilitar financiamento de projetos minerais
A legislação também autoriza a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral, de natureza privada, com patrimônio de até R$ 5 bilhões. A participação da União como cotista fica limitada a R$ 2 bilhões, e o fundo poderá receber contribuições voluntárias de estados, Distrito Federal e municípios, além de receitas financeiras.
O mecanismo foi desenhado para oferecer garantias em operações de financiamento de projetos prioritários da política. O fundo não poderá contar com garantia ou aval do poder público.
Conselho passa a coordenar política e acompanhar ativos estratégicos
Durante a sanção, foi instalado e nomeado o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República. O colegiado coordenará, planejará e acompanhará a política, além de elaborar a lista de minerais considerados críticos e estratégicos, que deverá ser revista a cada quatro anos.
O conselho e a Agência Nacional de Mineração também terão atribuições sobre o acesso a informações geológicas estratégicas, a participação de empresas estrangeiras em mineradoras credenciadas e operações que envolvam ativos minerais da União. A primeira reunião do colegiado deve ocorrer ainda neste mês.
Meta é agregar valor no Brasil
A nova política abrange pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação e mineração urbana. O objetivo é reduzir a dependência da exportação de matéria-prima bruta e ampliar no país as etapas industriais ligadas a insumos usados em smartphones, carros elétricos, sistemas militares e data centers.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a política deve ampliar o conhecimento sobre os recursos do subsolo e preservar a capacidade de decisão do país sobre suas cadeias produtivas. Ele anunciou que os investimentos do Serviço Geológico do Brasil em pesquisa passarão de R$ 8 milhões, em 2026, para R$ 300 milhões, em 2027.
Com o crédito previsto para começar em 2030, o fundo garantidor e o conselho em funcionamento, a política passa a reunir instrumentos para financiar projetos e direcionar a industrialização de minerais considerados estratégicos para a economia e a transição energética.
Ler com calma mais tarde?
Guarde esta reportagem na sua Área do Leitor do PIRANOT.
Pausa pra jogargrátis, sem cadastro
Você também pode se interessar
Ver mais notícias



Deixe uma Resposta