A Caixa Econômica Federal apresentou, na madrugada desta quinta-feira (17), uma proposta para o Saúde Caixa durante a greve nacional iniciada em 10 de setembro. Os empregados devem votar o texto em assembleias eletrônicas na segunda-feira (21).
Segundo a Contraf-CUT e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), o ponto financeiro central é a elevação, a partir de 2027, do teto de participação da Caixa no custeio do plano: de 6,5% para 9% da folha de pagamento. A mudança representa alta de 2,5 pontos percentuais, ou cerca de 38,5% sobre o teto atual.
Proposta mantém mensalidades em 2026 e muda regras para 2027
As entidades informam que não haverá reajuste nas mensalidades do Saúde Caixa em 2026 e que o banco absorverá o déficit do plano neste ano. A proposta também mantém o chamado pacto intergeracional, sem cobrança diferenciada por faixa etária, e preserva o plano de saúde no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A contribuição do titular passaria a 3,7% da remuneração-base em 2027. Para dependentes diretos, a mensalidade prevista é de R$ 560; para dependentes indiretos filhos de 21 a 24 anos, R$ 660; e para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes, R$ 900. O limite de contribuição do grupo familiar, formado por titular e dependentes diretos, ficaria em 9%.
O texto ainda prevê redução da cobrança por consulta em pronto atendimento, de R$ 150 para R$ 120, e mantém a isenção de coparticipação para telemedicina. Também inclui a previsão de ao menos um empregado dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas.
Greve começou após rejeição de proposta anterior
A greve nacional começou em 10 de setembro, depois da rejeição de uma proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. A nova rodada de negociação teve início na quarta-feira (16), em São Paulo, e avançou pela madrugada desta quinta-feira.
Além das regras do plano de saúde, a proposta trata do desconto dos dias parados: o dia de paralisação de 20 de agosto seria abonado, enquanto os dias úteis de greve deverão ser compensados em até 180 dias caso o texto seja aprovado.
Assembleias decidem proposta e futuro da paralisação
A votação de segunda-feira (21) definirá se a proposta avança. Se os empregados aprovarem o texto, a expectativa das entidades é de encerramento da greve e implementação das medidas negociadas.
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