A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) reuniu na quinta-feira (17), em São Paulo, especialistas, produtores rurais e representantes de órgãos públicos para discutir ações de controle de javalis e javaporcos no campo paulista.
Pesquisa apresentada pela entidade, com participação de 76 sindicatos paulistas, apontou a presença dos animais em todas as regiões do estado. Segundo a Faesp, produtores de grãos estão entre os mais afetados, mas há também registros de danos a culturas de cítricos e olericultura, além de contaminação de recursos hídricos usados pelas propriedades.
Fórum reúne quatro diretrizes para o controle
Ao fim dos debates, foram consolidadas quatro premissas: reconhecer os danos econômicos, ambientais e sanitários provocados pela espécie; estruturar uma política pública integrada; adotar estratégias baseadas em ciência e monitoramento; e acelerar medidas de controle no campo.
A proposta prevê articulação entre agricultura, meio ambiente, saúde, segurança pública e os entes federativos, com participação dos produtores rurais. O fórum também discutiu plataformas de monitoramento, registro de ocorrências e cadastro de profissionais envolvidos no manejo.
Espécie invasora amplia custos e riscos sanitários
Os javalis consomem e destroem plantações, provocam pisoteio, danificam solo, cercas e outras estruturas das propriedades, elevando os custos de proteção e controle. A presença dos animais também é tratada como preocupação sanitária pela interação com rebanhos comerciais e pelos riscos à produção agropecuária.
O manejo da espécie segue sujeito às regras federais. O Ibama mantém orientações específicas para o controle do javali, espécie exótica invasora, e desenvolve uma nova plataforma para ampliar o registro e o acompanhamento da presença dos animais no país.
Controle depende de informação e coordenação no campo
O debate reuniu experiências de manejo e defendeu que o registro de perdas e áreas de ocorrência seja usado para orientar respostas públicas. A Faesp afirmou que pretende apoiar políticas mais eficazes e cursos voltados ao controle da espécie.
Com monitoramento, cadastro e participação coordenada do poder público e dos produtores, as medidas propostas buscam reduzir os danos às lavouras, proteger os rebanhos e dar mais segurança às áreas rurais paulistas.
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