De acordo com informações divulgadas no domingo (6), a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear classificou o laboratório e a planta-piloto da Meteoric Resources, em Poços de Caldas, como isentos de controle regulatório radiológico na configuração experimental inspecionada.
A classificação resulta de inspeção realizada em 16 de junho de 2026. O relatório técnico foi encaminhado à Meteoric Resources em 31 de agosto, após a avaliação de análises químicas e radiométricas e de medições de exposição à radiação gama na instalação.
O alcance é limitado: a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) informou que retomará a classificação nas próximas fases da operação. A decisão atual, portanto, não permite estender a isenção à futura estrutura comercial do Projeto Caldeira, associado ao município de Caldas, no Sul de Minas Gerais.
Medições embasam isenção restrita à instalação experimental
Segundo a Meteoric Resources, todas as amostras consideradas para a classificação apresentaram atividade total inferior a 10 becqueréis por grama (Bq/g). A empresa atribuiu a isenção aos critérios aplicados pela ANSN à configuração avaliada durante a inspeção.
O dado não significa ausência absoluta de radioatividade nem autoriza uma conclusão sobre instalações futuras. A classificação vale somente para a configuração experimental inspecionada.
Em dezembro de 2025, o laboratório e a planta-piloto haviam sido inaugurados em Poços de Caldas. A unidade foi apresentada como estrutura destinada a testes de processamento mineral com amostras da fase de pesquisa do Projeto Caldeira, e não como representação da futura escala comercial.
Investimento e capacidade dimensionam a etapa piloto
A Meteoric declarou investimento de US$ 1,5 milhão na instalação e capacidade anual de 500 quilos de carbonato misto de terras raras. Esses números descrevem a unidade experimental, não o custo total nem a capacidade da futura operação comercial do Projeto Caldeira.
Os 500 quilos anuais dimensionam a estrutura experimental, mas não sustentam projeções sobre a oferta de terras raras ou efeitos econômicos em escala industrial.
Nova fase exigirá outra classificação radiológica
A classificação radiológica não substitui o licenciamento ambiental nem autorizações minerais para a implantação de uma operação comercial.
A ANSN não informou quando nem qual mudança operacional acionará a nova análise. Nas próximas fases de implantação, porém, o órgão retomará o processo de classificação; até lá, a isenção permanece restrita ao laboratório e à planta-piloto na configuração experimental inspecionada.
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