Rubens Barrichello cobra cerca de R$ 2,4 milhões da Scuderia Bandeiras e de empresas relacionadas em ação que tramitaria na 10ª Vara Cível de Sorocaba, em São Paulo. O caso foi divulgado nesta terça-feira (25).
A demanda teria sido protocolada na quinta-feira (20), depois que a equipe deixou a temporada de 2026 da Stock Car. Segundo relatos sobre a petição, trata-se de uma ação de resolução contratual com cobrança e reparação por danos materiais e morais.
Barrichello alega que foi contratado exclusivamente para disputar a temporada de 2026 pela Scuderia Bandeiras, por uma remuneração-base de R$ 2 milhões, dividida em dez parcelas de R$ 200 mil, além de comissão sobre patrocínios do Grupo ALE. Segundo a petição relatada pela imprensa, uma parcela de R$ 200 mil, vencida em 15 de agosto de 2026, não teria sido paga, e haveria aproximadamente R$ 39 mil em comissão pendente.
A Scuderia Bandeiras tem Átila Abreu como sócio-fundador, diretor-executivo e piloto. Não está confirmado se ele foi incluído pessoalmente como réu. As rés ainda não tiveram defesa localizada, e os valores permanecem como alegações de Barrichello, não como dívida reconhecida judicialmente.
Cobrança nasce da ruptura no meio da temporada
Barrichello disputava a Stock Car pela Scuderia Bandeiras quando a equipe anunciou sua saída em 1º de julho de 2026, após cinco das 12 etapas previstas para a temporada. O piloto sustenta que cumpriu suas obrigações e permaneceu sujeito à exclusividade até a interrupção da estrutura da equipe.
Em 30 de junho de 2026, a equipe notificou a Vicar, organizadora da categoria, e a Audace Tech, fornecedora dos carros e componentes, sobre a rescisão. Na ocasião, a Bandeiras atribuiu a decisão a riscos tributários, falta de peças, alegado descumprimento judicial e perda de confiabilidade técnica. A Vicar negou as acusações e vinculou o conflito às sanções aplicadas por irregularidades técnicas.
Em maio de 2026, Barrichello e Nelson Piquet Jr. foram desclassificados da etapa de Interlagos depois que uma inspeção apontou irregularidades nas pinças de freio. A equipe contestou a punição, mas o recurso foi rejeitado por unanimidade pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Automobilismo. A disputa da Bandeiras com as organizadoras, porém, não comprova nem afasta as obrigações contratuais alegadas pelo piloto.
Barrichello pede fim da exclusividade e bloqueio de ativos
Além da cobrança, Barrichello pede a suspensão urgente dos efeitos da cláusula de exclusividade para poder seguir a carreira e o bloqueio cautelar de ativos das empresas acionadas até o limite do crédito discutido. Não há confirmação oficial de decisão sobre esses pedidos.
Se a suspensão for concedida, o piloto ficará livre da restrição contratual enquanto a ação prossegue. Já o bloqueio, caso autorizado pela Justiça, servirá para resguardar bens até o limite da quantia cobrada, sem representar reconhecimento definitivo da dívida.



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