Breno Lopes, do Coritiba, recebeu cartão vermelho após revisão do árbitro de vídeo no Athletiba desta sexta-feira (11), no Couto Pereira, em Curitiba. O atacante cobriu a boca durante uma discussão com Arthur Dias, do Athletico, e o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães foi chamado ao monitor antes de aplicar a expulsão.
O lance ocorreu quando o Athletico vencia por 2 a 0, com gols de Luiz Gustavo e Arthur Dias. Com um jogador a menos, o Coritiba diminuiu pouco depois: em cobrança de falta de Josué, a bola acertou o travessão e Tiago Cóser marcou no rebote.
Expressão usada na cobertura não define acusação
A expulsão foi associada, na cobertura esportiva, à expressão “Lei Vini Jr.”, usada para se referir a medidas destinadas a impedir que jogadores ocultem a boca em situações que possam dificultar a identificação de ofensas. O gesto, a revisão do VAR e o cartão vermelho estão confirmados, mas não equivalem a uma acusação de discriminação contra Breno Lopes.
O episódio é apontado como a segunda expulsão do Campeonato Brasileiro de 2026 ligada a essa denominação. No jogo entre Vitória e Botafogo, Arthur Cabral também recebeu cartão vermelho após cobrir a boca durante uma discussão com o técnico Jair Ventura.
Súmula deve registrar motivo disciplinar do vermelho
A súmula da partida e uma eventual manifestação da CBF devem informar a infração anotada pela arbitragem e o protocolo considerado no lance. Sem esses registros, não é possível definir qual dispositivo disciplinar embasou a decisão nem avaliar a aplicação da regra no caso concreto.
No campo, a revisão do VAR mudou o cenário do clássico ao deixar o Coritiba com dez jogadores quando o Athletico já tinha dois gols de vantagem.
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