Cartilha ensina coleta de solo e ajuda a evitar erros no diagnóstico – PIRANOT

A Emater-MG disponibilizou nesta sexta-feira (28), em Minas Gerais, uma cartilha gratuita que orienta a coleta do solo, etapa em que erros podem comprometer o diagnóstico da lavoura.

O material da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) ensina a retirar porções de terra, identificar a amostra e encaminhá-la a um laboratório. A etiqueta é indispensável para associar o resultado à área correta. O laudo, porém, só será útil se a terra enviada representar as condições reais do talhão.

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) recomenda dividir a propriedade em glebas homogêneas de até 20 hectares, percorrer cada uma em zigue-zague e retirar 20 subamostras. A separação deve considerar relevo, cor e textura do solo, cultura, produtividade, histórico de adubação, calagem e manejo. A orientação geral usa a camada de 0 a 20 centímetros, mas cultura, sistema radicular, relevo, uso anterior e manejo podem exigir outro desenho de coleta.

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Divisão da área determina a qualidade da amostra

Na referência do IAC, as 20 porções retiradas de uma mesma gleba e profundidade devem ser misturadas em recipiente limpo. Desse conjunto, cerca de 300 gramas formam a amostra composta que seguirá ao laboratório. Pontos com aparência ou uso diferentes não devem ser reunidos: a divisão busca impedir que uma pequena parcela distorça o retrato químico de toda a área.

Também devem ser evitados pontos próximos a formigueiros, cupinzeiros, currais, estradas, casas, depósitos de fertilizante, esterco ou manchas atípicas. Ferramentas, baldes e embalagens precisam estar limpos e sem resíduos de calcário ou fertilizantes, que podem alterar o resultado.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) reforça que a coleta precisa reproduzir as condições do campo. No protocolo para uva de mesa, a instituição orienta 20 amostras simples de 0 a 20 centímetros e outras 20 de 20 a 40 centímetros, mantidas separadamente, e trabalha com aproximadamente 500 gramas por amostra composta. A diferença em relação à referência geral do IAC mostra por que medidas de uma cultura não podem ser aplicadas automaticamente a outra.

Em plantio direto consolidado, a concentração superficial de nutrientes pode exigir a divisão da coleta por profundidades. Nesse sistema, uma amostra única pode esconder diferenças entre as camadas do solo e prejudicar a interpretação do laudo.

Laudo precisa orientar o manejo da lavoura

Depois da mistura, a amostra deve ser acondicionada, identificada e enviada a um laboratório da região. A etiqueta deve registrar proprietário, propriedade, gleba ou local, número da amostra, profundidade e data. A quantidade destinada à análise precisa seguir a exigência do laboratório escolhido, diante da variação entre os aproximadamente 300 gramas indicados pelo IAC e os aproximadamente 500 gramas usados no protocolo da Embrapa.

O resultado orienta decisões sobre corretivos e fertilizantes, mas não substitui a avaliação agronômica. Cultura, produtividade esperada, sistema de manejo, histórico da gleba e tabelas regionais interferem na interpretação. Em Piracicaba e região, a referência paulista do IAC pode apoiar o procedimento; a aplicação em cana-de-açúcar, hortaliças, pastagens ou culturas perenes depende de recomendação própria para cada sistema.

A cartilha da Emater-MG oferece um roteiro de coleta, identificação e remessa, não uma regra única para todo cultivo. Agricultores familiares elegíveis também podem procurar extensionistas da instituição para interpretar o laudo e elaborar recomendações de corretivos e fertilizantes, conforme o enquadramento e a disponibilidade local.

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Antes de retirar a terra, o produtor deve definir com o profissional responsável a divisão das glebas, a profundidade e o laboratório. Esse planejamento reduz o risco de uma amostra pouco representativa levar a decisões inadequadas sobre adubação, produtividade e custos da lavoura.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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