Chuva e frio deixam vidros e paredes úmidos em casas de São Paulo – PIRANOT

Chuvas persistentes, pouco sol e temperaturas mais baixas elevaram a umidade em residências do estado de São Paulo no sábado (12), favorecendo a condensação em superfícies internas. O recorte é estadual e não permite atribuir alerta, danos ou acumulados específicos a Piracicaba.

O meteorologista Cesar Soares explica que vidros embaçados, pisos úmidos, paredes “suadas” e roupas que demoram a secar decorrem da dificuldade de a água evaporar com pouca insolação e frio. A umidade relativa do ar tem ficado entre 80% e 90% e pode chegar a 100% durante a chuva.

O efeito dentro de casa ocorre enquanto a Defesa Civil do Estado de São Paulo mantém atenção para a sequência de chuva no território paulista. Nas 48 horas anteriores ao balanço, foram registradas 26 ocorrências no estado.

Pouco sol reduz evaporação e forma condensação

Com menos períodos de sol, a água presente nos ambientes não evapora com rapidez. Ao encontrar azulejos, pisos, vidros, espelhos e outras superfícies mais frias, ela se condensa. É esse processo que explica janelas embaçadas e a sensação de umidade persistente em cômodos fechados.

“Estamos com 100% de umidade relativa do ar e curtíssimos períodos com sol, o que não tem sido suficiente para ter evaporação dessa água”, afirmou Soares.

A menor circulação de ar em residências fechadas pode prolongar a umidade em pisos, paredes e móveis e favorecer a formação de mofo. A presença de fungos pode agravar crises de asma e rinite alérgica. Nas pausas da chuva, abrir portas e janelas e secar superfícies molhadas ajuda a reduzir a umidade acumulada.

Defesa Civil registra 26 ocorrências no estado

Nas 48 horas contabilizadas pela Defesa Civil estadual, houve 26 ocorrências, incluindo destelhamentos, desabamentos, deslizamentos de terra e vendavais. O órgão também informou vento de até 92 km/h no interior e registro de 100 milímetros de chuva em um dia.

Em enchentes e enxurradas, a Defesa Civil orienta a não atravessar áreas alagadas, a pé ou de carro, e a evitar rios, córregos e locais sujeitos a alagamento. Em áreas com risco de deslizamento, rachaduras, inclinação de árvores ou postes e movimentação do solo são sinais para deixar o local e buscar uma área segura.

Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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