O dólar abriu esta sexta-feira (18) com viés de baixa antes de dois leilões simultâneos de linha previstos pelo Banco Central, com oferta de até US$ 1 bilhão entre 10h30 e 10h35. Ao longo da manhã, a moeda passou a subir pontualmente, acompanhando o avanço do índice DXY e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
O teto anunciado pelo Banco Central não informa, por si só, o volume efetivamente contratado nem as taxas definidas nas operações. Esses dados são necessários para medir o efeito dos leilões sobre o mercado cambial.
Leilões oferecem dólares com compromisso de recompra
Os dois leilões de linha estavam previstos para receber propostas entre 10h30 e 10h35, com oferta máxima de US$ 1 bilhão. Nas operações, o Banco Central vende dólares com compromisso de recompra e distribui os recursos entre os leilões conforme sua decisão. A liquidação das vendas está prevista para 22 de setembro.
Às 11h30, o Banco Central também realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, envolvendo 50 mil contratos com vencimento em 1º de outubro. As operações são acompanhadas pelo mercado em uma sessão marcada por fatores internos e externos.
Dólar fechou a R$ 5,1393 na quinta-feira
Em 17 de setembro de 2026, o dólar fechou a R$ 5,1393, com queda de 0,23%, após oscilar entre R$ 5,1258 e R$ 5,1768 durante o pregão. A moeda voltou a ficar abaixo de R$ 5,15 no encerramento.
A faixa de R$ 0,051 entre a mínima e a máxima de quinta-feira mostra a volatilidade da sessão anterior. O comportamento do dólar nesta sexta-feira depende da reação do mercado aos leilões e ao noticiário econômico internacional.
Cenário externo mantém pressão sobre o câmbio
O avanço do DXY, índice que acompanha o dólar ante outras moedas fortes, e dos rendimentos dos Treasuries esteve no radar dos investidores pela manhã. O mercado também acompanha novas falas de dirigentes do Federal Reserve.
No Brasil, a segunda prévia do IGP-M de setembro registrou alta de 1,47%, após queda de 0,36% em igual leitura de agosto. O movimento foi puxado pelo IPA-M, que passou de -0,50% para 1,95%.
Câmbio influencia custos e receitas de empresas
O dólar influencia os preços de bens importados e os custos de insumos ou máquinas precificados em moeda estrangeira. Para empresas exportadoras, a cotação também entra na formação das receitas quando os contratos são denominados em dólar.
O repasse para o consumidor depende de contratos, estoques, concorrência, impostos e do prazo de reajuste. Por isso, uma oscilação intradiária isolada não determina automaticamente os preços finais, mas o comportamento do câmbio segue relevante para empresas que importam, exportam ou mantêm contratos em dólar.
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