Edmilson Costa disputa Presidência pelo PCB com agenda de controle estatal – PIRANOT

O Partido Comunista Brasileiro escolheu Edmilson Costa para disputar a Presidência da República, com Cleusa Santos como candidata a vice. A chapa foi definida em convenção nacional realizada na Câmara Municipal de São Paulo no sábado, 1º de agosto de 2026.

O pedido de registro foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral em 14 de agosto de 2026, um dia antes do prazo final, encerrado às 19h de sábado (15). Costa aparece no DivulgaCandContas, mas a inclusão no sistema não equivale ao deferimento definitivo da candidatura pela Justiça Eleitoral.

A chapa oferece ao eleitor uma plataforma centrada na ampliação do controle público sobre a economia. Entre as propostas divulgadas pelo partido estão a estatização do sistema financeiro, a criação de um Banco dos Trabalhadores e a retomada, pelo poder público, de empresas estratégicas privatizadas.

Publicidade

Publicidade

Trajetória eleitoral inclui disputas em 2008 e 2010

Natural de Pedreiras, no Maranhão, Edmilson Costa tem 76 anos, é economista, professor e secretário-geral do PCB. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão, concluiu doutorado em economia na Universidade Estadual de Campinas na década de 1990, com uma tese sobre a política salarial brasileira.

Em 2008, Costa concorreu à Prefeitura de São Paulo e recebeu 4.300 votos, equivalentes a 0,07% dos votos contabilizados naquela disputa. Em 2010, participou da eleição presidencial como candidato a vice na chapa encabeçada por Ivan Pinheiro.

Na declaração apresentada para a eleição de 2026, Costa informou patrimônio de R$ 454,5 mil. Cleusa Santos declarou R$ 1,79 milhão, valor aproximadamente 3,94 vezes superior ao do cabeça da chapa. A comparação se limita aos bens declarados pelos candidatos e não representa renda ou capacidade eleitoral.

Programa propõe estatizações, jornada de 30 horas e fim da escala 6×1

A plataforma publicada pelo PCB em 24 de fevereiro de 2026 defende a estatização e o controle público do sistema financeiro, a investigação da origem da dívida pública e a suspensão do pagamento de juros e amortizações. O partido também propõe controlar o câmbio e o comércio exterior e adotar impostos progressivos.

Publicidade

Na área trabalhista, a chapa defende a revogação das reformas trabalhista e previdenciária e do arcabouço fiscal, além da jornada de 30 horas sem redução salarial e do fim da escala 6×1. Tarifa zero, reforma agrária e habitação popular também integram a plataforma.

O programa ainda prevê a extinção do Senado e a adoção de um parlamento unicameral, mudança que exigiria alteração constitucional. Na segurança pública e no Judiciário, o PCB propõe desmilitarização e mandatos com prazo definido nos tribunais.

Pedido de registro aguarda decisão da Justiça Eleitoral

O procedimento de registro descrito pelo TSE exige a entrega do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários, o Drap, acompanhado de cópia digitada e assinada da ata da convenção e da lista de participantes. A análise verifica a regularidade partidária e os requisitos individuais dos integrantes da chapa.

Publicidade

O julgamento definitivo dos pedidos de Costa e Cleusa ainda não foi confirmado. Enquanto a Justiça Eleitoral analisa o registro, a chapa do PCB entra na disputa com o número 21 e tenta ocupar o espaço de uma candidatura que defende maior intervenção estatal na economia.


Pausa pra jogargrátis, sem cadastro

Você também pode se interessar


Fonte: Piranot – Link original da matéria

Post Relacionados

Deixe uma Resposta

Deixe um comentário

erro: Content is protected !!