Emma Bonino, ativista italiana identificada com a defesa dos direitos civis e ex-integrante de instituições da Itália e da União Europeia, morreu aos 78 anos na sexta-feira (11). O anúncio foi feito pelo Mais Europa, partido fundado por ela.
Veterana das mobilizações pelo direito ao divórcio e ao aborto, Bonino construiu uma trajetória que uniu a militância feminista à atuação política e humanitária. O Mais Europa afirmou que perdeu “não apenas nossa líder, mas também uma das figuras mais lúcidas, corajosas e livres da história política do nosso país”.
Trajetória entre direitos civis e instituições europeias
Nascida em 1948, Bonino teve seu nome associado às lutas pelos direitos civis em uma Itália que aprovou a lei do divórcio em 1970. Sua atuação esteve ligada à defesa do divórcio e do aborto, sem que isso signifique atribuir a ela, individualmente, a aprovação dessas leis.
Ela foi comissária europeia e ministra das Relações Exteriores da Itália, consolidando presença em espaços de decisão nacionais e continentais. Na vida pública, tornou-se conhecida sobretudo pela militância feminista e pelo compromisso com causas humanitárias.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, homenageou Bonino e afirmou que, apesar das diferenças de trajetórias e visões, reconhecia sua importância e seu papel na vida pública italiana. A morte encerra uma trajetória de influência que atravessou as lutas por direitos civis e a política europeia.
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