O Federal Reserve elevou na quarta-feira (16), nos Estados Unidos, a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4,00%. A decisão, unânime, passa a valer na quinta-feira (17) e mantém a perspectiva de mais um aumento em 2026.
A nota de implementação do Federal Reserve determina que a faixa-alvo da federal funds rate seja aplicada a partir de 17 de setembro. O documento também estabelece remuneração de 3,90% sobre os saldos de reservas, instrumento usado na execução da política monetária americana.
Inflação elevada sustenta aperto monetário
No comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto afirmou que a atividade econômica dos Estados Unidos continua a se expandir em ritmo sólido. O colegiado avaliou que a inflação permanece elevada e que a alta dos juros contribui para um retorno mais rápido dos preços à meta de 2% ao ano.
O Federal Reserve também divulgou as projeções econômicas associadas à reunião de 15 e 16 de setembro do Comitê Federal de Mercado Aberto, o FOMC. As estimativas dos integrantes do comitê indicam a expectativa de mais uma elevação de 0,25 ponto percentual neste ano.
Dólar reage à decisão do Fed
Após a decisão, o dólar se fortaleceu. Juros mais altos nos Estados Unidos aumentam a atratividade de ativos denominados na moeda americana e podem influenciar fluxos de capital, custos de financiamento e cotações cambiais em outros mercados.
Para o Brasil, esse canal pode afetar o câmbio e as condições financeiras, mas não determina automaticamente a trajetória dos juros locais, definida pelo Banco Central com base na inflação, na atividade econômica e nas condições do mercado brasileiro.
Próxima alta depende da evolução da economia
Em entrevista, Richard Clarida, ex-vice-presidente do Federal Reserve, avaliou que a medida pode marcar o início de um ciclo de altas, e não uma decisão isolada. A análise não representa uma posição oficial do FOMC.
Com a nova faixa em vigor a partir desta quinta-feira (17), investidores acompanharão os próximos indicadores de inflação e atividade dos Estados Unidos para medir se o Fed confirmará mais um aperto monetário ainda em 2026.
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