FIA aperta limites do motor e equipes exploram asa Macarena na F1 – PIRANOT

Ferrari e Red Bull usaram no GP de Miami asas traseiras apelidadas de Macarena, enquanto a Federação Internacional de Automobilismo apertou o controle sobre motores e gestão elétrica.

A chamada asa Macarena usa uma interpretação mecânica do movimento do elemento superior traseiro para alterar seu comportamento aerodinâmico. Ferrari e Red Bull competiram com versões próprias da solução em Miami, mas a FIA não publicou uma proibição geral dessa asa.

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As intervenções confirmadas atingem outras áreas. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) determinou que a taxa de compressão dos motores seja controlada em condições quentes e frias desde 1º de junho de 2026. A medida reduz a possibilidade de explorar diferenças entre a verificação estática e o funcionamento do conjunto na pista.

Compressão e recarga elétrica entram no limite da FIA

A taxa de compressão relaciona o volume da mistura dentro do cilindro antes e depois da compressão. Alterações nesse parâmetro podem influenciar a eficiência do motor. O limite passou de 18:1 para 16:1 no regulamento de 2026. Ao exigir medições em duas condições térmicas, a FIA fecha uma margem de interpretação ligada ao comportamento dos componentes quando aquecidos.

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A verificação em temperatura de operação de 130 graus Celsius foi desenvolvida com os fabricantes de unidades de potência. A redação inicial previa a medição em condição estática e temperatura ambiente, o que abriu discussão sobre a variação da taxa durante o funcionamento quente.

Outro ajuste reduz de 8 para 7 megajoules a recarga máxima permitida por volta. A mudança consta no acordo sobre refinamentos do regulamento de 2026, aprovado pelos participantes da categoria e anunciado pela FIA em 20 de abril de 2026. Na prática, as equipes precisam administrar uma quantidade menor de energia recuperada durante cada volta.

A potência máxima de superclip subiu de 250 kW para 350 kW, enquanto o Boost em corrida ficou limitado a um acréscimo de 150 kW, ou ao nível de potência existente no momento da ativação quando superior. Segundo a FIA, as alterações buscam reduzir a recuperação excessiva de energia, o tempo de recarga e a carga de trabalho do piloto.

Aerodinâmica ativa abre espaço para a asa Macarena

O regulamento de 2026 introduziu aerodinâmica ativa nas asas dianteira e traseira. No modo de reta, os elementos reduzem o ângulo e o arrasto; no modo de curva, recompõem a carga aerodinâmica necessária para aumentar a aderência.

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A asa Macarena não substitui esse sistema regulamentar. Ela explora uma interpretação construtiva do movimento do elemento superior traseiro. Ferrari e Red Bull desenvolveram mecanismos próprios, que não devem ser tratados como cópias idênticas.

A Ferrari exibiu a solução durante os testes de pré-temporada e a levou ao GP do Japão de 2026, mas não a utilizou naquela etapa. A Red Bull já desenvolvia sua arquitetura antes de o desenho da rival aparecer publicamente. A McLaren também preparou uma asa experimental inspirada no conceito, mas adiou a avaliação prevista para a Áustria.

A situação da asa Macarena difere das mudanças documentadas para compressão e recarga. Ferrari e Red Bull aplicaram a solução em Miami, mas as decisões publicadas pela FIA não sustentam classificá-la como item proibido. Ela permanece como inovação aerodinâmica submetida aos limites gerais de flexibilidade e funcionamento do carro.

Regulamento de 2026 muda o equilíbrio da unidade de potência

A unidade de potência de 2026 manteve o V6 turbo de 1,6 litro, retirou o MGU-H e elevou a potência elétrica máxima de 120 kW para 350 kW. A FIA projetou uma divisão próxima de 50% entre potência elétrica e combustão, com redução da potência do motor térmico em relação ao ciclo anterior.

A retirada do MGU-H também alterou a resposta do turbo e os procedimentos usados para reduzir o atraso de aceleração. Nesse cenário, compressão, recuperação elétrica e aerodinâmica passaram a representar frentes distintas de desenvolvimento e fiscalização.

Fiscalização separa inovação permitida de brecha fechada

O controle térmico da compressão já tem aplicação definida desde 1º de junho de 2026. A redução da recarga máxima também integra os refinamentos acordados para o regulamento, criando parâmetros objetivos para fiscalização e desenvolvimento dos carros.

Na prática, a FIA adotou respostas específicas: reforçou o teste da compressão e alterou os parâmetros energéticos, mas manteve a asa Macarena sob as regras gerais da aerodinâmica ativa. Uma eventual restrição ao recurso dependerá de diretriz, emenda regulamentar ou decisão formal da entidade.

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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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