Gabinetes do Supremo Tribunal Federal (STF) restringiram o acesso à análise de cópias de dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no sábado (19). O arquivo compactado, encaminhado pela Polícia Federal (PF), tem 500 gigabytes (GB).
A análise envolve a busca por informações relevantes e a conferência do recorte feito pela PF para a elaboração de relatórios. Os dados estão organizados em pastas com conversas, áudios e registros de atividade do aparelho, e o acesso limitado busca proteger informações pessoais e investigações ainda não divulgadas.
PF organiza material com ferramenta pericial
A PF usou o software pericial IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais) para organizar e analisar o conteúdo. A ferramenta permite buscas por palavras-chave, estrutura arquivos e gera um código de integridade para verificar eventuais alterações no material.
Segundo a PF, as cópias entregues são idênticas à extração realizada do aparelho. O órgão informou que o material original permanece guardado na instituição, com cadeia de custódia documentada, lacres preservados e mecanismos de verificação de integridade digital.
Compartilhamento ocorre em meio à crise no Supremo
As cópias foram encaminhadas aos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques. A discussão sobre o acesso ao acervo ocorre em meio à crise interna no STF relacionada ao caso Banco Master.
Em 17 de novembro de 2025, a PF apreendeu o celular de Vorcaro durante sua primeira prisão preventiva. A extração do conteúdo passou a integrar procedimentos que envolvem o ex-banqueiro e a investigação sobre o Banco Master.
Com o acesso restrito, os gabinetes fazem a leitura do acervo sem expor conteúdo privado sem vínculo com as investigações e preservam a integridade da prova digital enquanto analisam os dados enviados pela PF.
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