Impasse em Ormuz pressiona petróleo e amplia risco para diesel no Brasil – PIRANOT

O petróleo ampliou ganhos neste domingo (9), no horário de Brasília, diante da falta de acordo entre Irã e Omã para reabrir o Estreito de Ormuz e da reivindicação houthi de um ataque contra a refinaria saudita de Jazan.

Em abril de 2026, a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos atribuiu às limitações em Ormuz e às interrupções de produção peso central em sua previsão. Em março de 2026, seis países do Golfo fecharam 7,5 milhões de barris por dia de produção, segundo a agência. A importância do estreito para o comércio global transforma restrições de passagem em risco para preços, fretes e abastecimento.

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Os houthis reivindicaram um ataque com drone contra uma refinaria da Aramco em Jazan, na costa saudita do Mar Vermelho. O Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou um incêndio sem vítimas, mas não atribuiu a causa nem informou perda de capacidade. A reivindicação militar, portanto, não comprova que o incêndio tenha sido provocado pelo drone nem que houve efeito operacional.

Ormuz concentra risco para oferta e inflação

O petróleo já havia entrado no radar da política monetária brasileira antes da atualização deste domingo. Em 17 de junho de 2026, a ata da 279ª reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central incluiu choques de oferta ligados ao petróleo e aos derivados entre os riscos para a inflação.

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Em março de 2026, o Brent teve média de US$ 103 por barril, e a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos projetou média máxima de US$ 115 no segundo trimestre de 2026. Em 16 de julho de 2026, o contrato estava em US$ 85,26, conforme registrou o PIRANOT ao acompanhar a tensão entre Estados Unidos e Irã.

Pressão pode chegar ao diesel e ao orçamento

Para consumidores e empresas brasileiras, a transmissão não é automática. Ela depende do preço internacional, do câmbio, da política comercial da Petrobras, dos custos de importação e das margens de distribuição e revenda. O efeito pode aparecer em combustíveis, fretes e preços de produtos transportados por rodovia.

Em 30 de junho de 2026, a Petrobras informou que mantinha em R$ 3,30 por litro o preço médio do diesel A vendido às distribuidoras. Esse valor não corresponde ao preço final nos postos, que também incorpora mistura de biodiesel, tributos e margens da cadeia. Entre 14 e 20 de junho de 2026, o preço médio nacional do diesel S-10 ao consumidor foi de R$ 7,09.

A referência para medir eventual repasse ao consumidor será a pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Uma alta persistente também pode elevar despesas de transportadoras, companhias aéreas e setores dependentes de insumos derivados do petróleo, com reflexos sobre custos empresariais e arrecadação tributária.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo subiu 0,16% em junho de 2026, após 0,58% em maio e 0,24% em junho de 2025. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a inflação acumulou 3,36% em 2026 até junho, enquanto a taxa em 12 meses recuou de 4,72% para 4,64%. O Banco Central projetava 5,2% para 2026 e 3,7% no quarto trimestre de 2027.

Passagem de navios e produção indicarão dimensão do choque

O primeiro indicador será o fluxo efetivo de navios por Ormuz. Em 4 de agosto de 2026, Irã e Omã haviam avançado nas negociações para ampliar a passagem, mas continuavam sem acordo neste domingo (9). Uma reabertura reduziria o risco logístico; novas restrições ou interrupções de produção aumentariam a possibilidade de impacto físico sobre a oferta.

No Brasil, os próximos sinais concretos virão das decisões comerciais da Petrobras, da pesquisa semanal de preços da agência reguladora e do IPCA de julho de 2026, que será divulgado pelo IBGE na terça-feira (11).

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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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