Isaquias Queiroz terminou em nono e último lugar na final do C1 1000 do Campeonato Mundial de canoagem velocidade, na sexta-feira (28), em Poznań, na Polônia, e ficou 14s69 atrás dos líderes.
O resultado oficial do Campeonato Mundial registra o brasileiro com 4min22s13. Martin Fuksa, da Tchéquia, e Daniel Fejes, da Hungria, marcaram 4min07s44 e dividiram o ouro, enquanto Zakhar Petrov, atleta individual neutro, levou o bronze com 4min07s46. A diferença de apenas dois centésimos entre o primeiro tempo e a marca do terceiro colocado contrasta com a distância que separou Isaquias da disputa pelas medalhas.
O resultado não encerra a participação do brasileiro. Isaquias disputa neste sábado (29) a final do C1 500, prova na qual avançou após vencer a semifinal em 2min01s98. A programação oficial do Mundial coloca o atleta na raia 5, com largada prevista para 15h11 no horário local, correspondente a 10h11 em Brasília.
Parciais mostram perda de contato na primeira metade
Isaquias passou pelos primeiros 250 metros em 1min01s64, na sétima posição. Na metade da prova, já aparecia em nono, com 2min06s93, e permaneceu no último lugar ao cruzar os 750 metros em 3min11s60. O tempo final de 4min22s13 foi ligeiramente melhor que os 4min23s65 registrados por ele na fase que garantiu sua classificação, mas insuficiente para recolocá-lo no grupo da frente.
Após a final, Isaquias afirmou que passou por uma cirurgia no olho e enfrenta um problema no quadril que não o deixava correr. O canoísta também disse que a falta de ritmo pesou diante da intensidade da decisão. Não há análise médica ou técnica independente que permita medir o impacto dessas condições no resultado.
A derrota ocorre no retorno de Isaquias ao Campeonato Mundial depois de sua ausência na edição de 2025, quando ficou fora da competição por causa de uma gripe. Em 2022, ele acumulava 14 medalhas em Mundiais: sete ouros, uma prata e seis bronzes. O brasileiro também soma cinco medalhas olímpicas: três na Rio 2016, ouro em Tóquio 2020, disputado em 2021, e prata em Paris 2024.
O desempenho de sexta-feira tem peso adicional porque o C1 1000 integra o programa olímpico. Já o C1 500, última oportunidade de Isaquias nesta edição, não integra o programa dos Jogos de Los Angeles de 2028. A final deste sábado, portanto, oferece uma nova disputa por medalha no Mundial, mas não substitui esportivamente o resultado obtido na distância olímpica.
Final dos 500 metros oferece nova chance de medalha
A vitória de Isaquias na semifinal do C1 500 indica um desempenho diferente daquele apresentado nos 1.000 metros: ele completou a eliminatória decisiva em 2min01s98 e garantiu lugar na Final A. Na raia 5, enfrentará Alix Plomteux, Florin Bange, Martin Fuksa, Serghei Tarnovschi, Bowen Ji, Stefanos Dimopoulos, Daniel Fejes e Aramis Caleb Sanchez Ayala.
Também no Mundial, Gabriel Assunção Nascimento terminou a final do C1 200 na quarta posição. O placar oficial registrou 41s39 para o brasileiro, 0s44 atrás do vencedor e 0s24 distante da medalha de bronze, conquistada por Andrei Zholabau com 41s15.
A próxima oportunidade de medalha para Isaquias será a final do C1 500, marcada para as 10h11 deste sábado (29), no horário de Brasília. O brasileiro larga na raia 5 em busca de sua 15ª medalha em Campeonatos Mundiais.



Deixe uma Resposta