A Justiça Eleitoral indeferiu na segunda-feira (7), em Minas Gerais, o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do PCO-MG e, como consequência, barrou todos os pedidos de registro de candidaturas vinculados à legenda no estado. Entre os nomes atingidos estão Henrique Áreas, candidato ao governo, e Tião Pessoa, candidato ao Senado.
O DRAP é o documento exigido para formalizar a participação de partido, federação ou coligação na disputa por cada cargo. A decisão do desembargador Sálvio Chaves alcançou a chapa partidária e os registros apresentados pelo diretório estadual.
Contas de 2015 motivaram o indeferimento
O relatório técnico do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais apontou que as contas do PCO-MG referentes ao exercício financeiro de 2015 foram julgadas não prestadas. A pendência levou à suspensão do diretório estadual, segundo a decisão.
A Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou pela rejeição do pedido de DRAP. Ao decidir pelo indeferimento, Sálvio Chaves afirmou que todos os concorrentes devem se submeter às mesmas regras e exigências.
PCO-MG diz que vai recorrer
O PCO-MG informou que pretende recorrer a uma instância superior. O diretório afirmou que a pendência envolve contas sem movimentação financeira e que a regularização já foi requerida judicialmente, mas esse pedido ainda não teve julgamento definitivo.
O TRE-MG informou que não havia recurso apresentado no momento da consulta. Até uma eventual mudança da decisão, o indeferimento do DRAP mantém alcançados os pedidos de candidatura vinculados ao partido em Minas Gerais.
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