Lula vê Margem Equatorial como novo pré-sal após descoberta da Petrobras no Amapá – PIRANOT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na sexta-feira (18), no Rio de Janeiro, que a Margem Equatorial pode se tornar um “novo pré-sal”. A declaração ocorreu após a Petrobras anunciar a descoberta de petróleo em Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá.

Lula afirmou que o óleo encontrado na região “parece ser de mais qualidade” que o produzido no pré-sal e defendeu a proteção dos recursos naturais brasileiros. “Nós temos que tomar conta porque o Trump está aí. O Trump está aí atrás de minerais críticos, atrás de petróleo, atrás de terra rara”, declarou.

Descoberta em Morpho ainda passa por avaliação

Morpho fica na Bacia da Foz do Amazonas, uma das áreas que integram a Margem Equatorial. A nova fronteira exploratória se estende pela costa de Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte e reúne bacias em águas profundas e ultraprofundas.

A descoberta não equivale, porém, à confirmação de um campo comercial com escala comparável à do pré-sal. O volume recuperável, as reservas comprovadas, a viabilidade econômica e o cronograma de desenvolvimento de Morpho ainda dependem das próximas etapas de avaliação da Petrobras.

Licenciamento ambiental condiciona avanço da exploração

A Petrobras recebeu licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para ampliar a campanha exploratória em outros poços próximos a Morpho. A autorização permite avançar na busca por informações sobre o potencial da área, mas não representa licença para produzir petróleo.

A Margem Equatorial ganhou peso no debate energético por poder ampliar a produção brasileira no futuro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima potencial superior a 30 bilhões de barris de petróleo para a região, cuja transformação em produção dependerá da comprovação das reservas, dos investimentos e do licenciamento ambiental.

Por enquanto, a descoberta em Morpho reforça o interesse estratégico pela costa do Amapá e abre uma nova fase de estudos para definir se o achado poderá se converter em produção comercial.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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