Cotações atribuídas ao Cepea/Esalq mostram que soja, milho e boi gordo encerraram com ganhos entre segunda-feira, 31 de agosto de 2026, e sexta-feira, 4 de setembro de 2026, embora o milho tenha recuado no último dia.
No recorte de 31 de agosto a 4 de setembro, o milho passou de R$ 70,23 para R$ 70,93 por saca, avanço de aproximadamente 1,00%. A leitura diária, porém, muda o retrato do fechamento: na sexta-feira (4), o cereal cedeu 0,18% depois de tocar R$ 71,06 na quinta-feira (3). Houve perda de fôlego no último dia, não queda no intervalo.
A soja subiu nas duas referências reunidas. A saca de 60 quilos passou de R$ 159,44 para R$ 160,87 na praça portuária, alta de aproximadamente 0,90%, e de R$ 151,31 para R$ 152,10 no indicador estadual, ganho de aproximadamente 0,52%. O boi gordo avançou aproximadamente 0,96%, de R$ 344,40 para R$ 347,70 por arroba. Os valores são atribuídos às séries produzidas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq-USP).
Milho preserva ganho apesar da reversão no fechamento
O movimento do milho concentra a principal diferença entre a variação diária e o resultado do período. O cereal começou em R$ 70,23 por saca na segunda-feira, 31 de agosto, subiu 1,04% na terça-feira (1º), para R$ 70,96, e ficou em R$ 70,94 na quarta-feira (2). A máxima de R$ 71,06 veio na quinta-feira (3). O recuo de 0,18% na sexta levou a cotação a R$ 70,93, ainda R$ 0,70 acima do ponto inicial.
Na soja, as duas séries do Indicador da Soja do Cepea/Esalq terminaram acima dos valores de 31 de agosto. Em Paranaguá, a cotação chegou a R$ 161,14 na terça-feira (1º), recuou até R$ 160,14 na quinta-feira (3) e fechou a sexta com alta diária de 0,46%. A referência portuária acrescentou R$ 1,43 por saca de 60 quilos no intervalo.
No indicador estadual, a soja alcançou R$ 153,06 na terça-feira (1º), passou para R$ 152,61 na quarta-feira (2) e R$ 151,68 na quinta-feira (3), antes da alta diária de 0,28% na sexta. Entre o início e o fim do período, o acréscimo foi de R$ 0,79 por saca.
O Indicador do Boi Gordo do Cepea/Esalq terminou o período praticamente no maior valor informado, com acréscimo de 0,03% na sexta-feira. A arroba avançou de R$ 344,40 para R$ 346,00 na terça-feira (1º), atingiu R$ 347,40 na quarta-feira (2) e R$ 347,60 na quinta-feira (3), antes de fechar em R$ 347,70. Em 22 de agosto de 2026, o PIRANOT já havia mostrado outra diferença relevante nessa cadeia: o contrato de setembro superava agosto em R$ 10,05, enquanto o boi físico recuava.
Cinco pregões mostram avanço, mas não definem tendência
O intervalo específico de cinco dias registra a direção das cotações, mas não caracteriza, isoladamente, uma tendência sustentada nem permite atribuir os movimentos ao câmbio, à oferta, à demanda ou ao mercado externo. Na leitura do Indicador do Milho do Cepea/Esalq, a retração de sexta-feira representa apenas o último pregão, enquanto a comparação entre as pontas permanece positiva.
Entre as quatro referências, o milho apresentou a maior variação percentual calculada no intervalo, seguido pelo boi gordo, pela soja em Paranaguá e pela soja no Paraná. Assim, todos terminaram acima dos valores de 31 de agosto, mesmo com a reversão diária do cereal no fechamento.
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