O Ministério dos Transportes estima em R$ 9,64 bilhões a economia gerada pelas novas regras da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) entre janeiro e agosto de 2026. A cifra reúne gastos que a pasta classifica como reduzidos ou evitados no processo de habilitação.
A maior parcela da estimativa é de R$ 4,57 bilhões ligada à formação prática. O curso teórico, agora gratuito, responde por outros R$ 2,94 bilhões.
Cinco rubricas formam a estimativa
A conta também inclui R$ 1,44 bilhão em renovação automática para motoristas com selo de bom condutor, R$ 414,6 milhões em exames médico e psicológico e R$ 278,7 milhões em deslocamentos evitados. As cinco parcelas somam R$ 9,6433 bilhões, valor arredondado para R$ 9,64 bilhões na estimativa do Ministério.
Em dezembro de 2025, as regras para obter a carteira de motorista passaram por mudanças que reduziram etapas e custos do processo. A projeção federal, porém, não significa descontos idênticos para todos os candidatos, já que taxas, custos e a execução da habilitação variam conforme o estado.
Número de novos habilitados sobe 17,1%
Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 2.003.112 novos habilitados, ante 1.710.473 no mesmo intervalo de 2025, segundo dados do Ministério dos Transportes. A diferença é de 292.639 pessoas, ou alta de 17,1% na comparação entre os períodos.
Os maiores aumentos proporcionais foram registrados na Paraíba, com 77%, em Sergipe, com 69,5%, no Acre, com 55,4%, no Rio Grande do Norte, com 55,1%, e no Amapá, com 54%.
Para quem pretende tirar a CNH, o efeito prático depende das despesas cobradas no estado e das etapas exigidas em cada caso. A estimativa federal indica redução ou eliminação de parte desses gastos, enquanto o custo final da primeira habilitação continua a variar pelo país.
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