Missão pede que TSE investigue filiação falsa de Flávio Bolsonaro – PIRANOT

O partido Missão pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira (14), uma investigação sobre a filiação não autorizada do senador Flávio Bolsonaro (PL) à sigla. A legenda contesta a conclusão da Corte de que o episódio envolveu uma credencial vinculada ao partido.

A notícia-crime foi assinada pelo dirigente Renan Santos, também candidato à Presidência, e aponta suspeitas de falsidade ideológica eleitoral e alteração intencional de dados. Conforme informou o Missão, o documento busca identificar quem inseriu o registro e quais responsabilidades podem decorrer da operação.

O TSE afirma que não houve invasão de seu sistema. Na quinta-feira (13), a Corte classificou o episódio como uso indevido da ferramenta por um usuário cadastrado e credenciado pelo Missão. O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, determinou o cancelamento do registro indevido, o restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e o envio de representações à Polícia Federal e ao Ministério Público Eleitoral para a investigação de eventuais ilícitos penais e eleitorais.

Publicidade

Publicidade

Registro foi inserido no Filia em 2 de agosto

A filiação não autorizada foi lançada no Sistema de Filiação Partidária (Filia) no domingo, 2 de agosto. O sistema da Justiça Eleitoral concentra os registros enviados pelas agremiações e produz efeitos sobre a situação partidária usada no processo eleitoral. Após a identificação da alteração, o TSE suspendeu temporariamente o processamento de novos registros para realizar auditorias e revisar rotinas de segurança.

O episódio atingiu o cadastro de um candidato à Presidência no início do período formal de registro das candidaturas de 2026 e provocou um bloqueio de poucas horas no sistema de candidatura. Depois da regularização determinada por Kassio Nunes Marques, a campanha de Flávio Bolsonaro concluiu na sexta-feira (14) o registro da candidatura à Presidência pelo PL, sem pendências eleitorais.

O Missão nega ter autorizado a mudança e afirma ter entregado ao tribunal registros de acesso e o endereço IP do dispositivo usado na operação. A legenda também informou que o e-mail cadastrado era o endereço institucional do gabinete de Flávio Bolsonaro. A assessoria do senador reconheceu o recebimento das mensagens automáticas de confirmação, mas declarou que elas foram separadas como spam pela equipe.

Essas informações não alteram, por enquanto, a conclusão administrativa do TSE de que a operação partiu de uma credencial associada ao Missão. A autoria e a eventual responsabilidade individual dependem da investigação, pois a notícia-crime reúne acusações formuladas pelo partido e não representa uma conclusão de culpa contra usuário, dirigente ou terceiro.

Publicidade

Investigação deve identificar quem usou a credencial

O Missão pede que a Polícia Federal analise os registros técnicos e obtenha os dados necessários para identificar o responsável pela transação de 2 de agosto. A identidade do operador, seu nível de acesso e a ação realizada com a conta ainda estão sob investigação.

O TSE também identificou uma tentativa semelhante de filiação indevida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a outra legenda. Nesse caso, o registro não chegou a ser efetivado no sistema.

Com a decisão da Corte, a filiação de Flávio Bolsonaro permanece registrada no PL, a candidatura presidencial foi formalizada e a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral passam a atuar na identificação do responsável e na análise de possíveis crimes eleitorais.

Publicidade


Pausa pra jogargrátis, sem cadastro

Você também pode se interessar


Fonte: Piranot – Link original da matéria

Post Relacionados

Deixe uma Resposta

Deixe um comentário

erro: Content is protected !!