Odor íntimo persistente com dor ou coceira pede avaliação médica – PIRANOT

Odor intenso ou persistente acompanhado de dor, coceira, ardor, corrimento diferente do habitual ou desconforto durante o sexo é sinal para procurar avaliação médica, afirmam duas ginecologistas em declarações divulgadas no domingo (6).

Secreções vaginais, sêmen e suor têm cheiro próprio. Segundo as especialistas, variações podem ocorrer durante o ciclo menstrual, depois da relação sexual ou conforme a hidratação, sem indicar automaticamente infecção ou falta de higiene.

Alimentação não oferece efeito íntimo imediato

Raquel Magalhães e Vanessa Cairolli, apresentadas como ginecologistas, afirmam que não há comprovação científica de que um alimento específico altere de forma direta, imediata e previsível o cheiro ou o sabor de secreções vaginais ou do sêmen. Isso inclui a crença de que o abacaxi tornaria esses fluidos mais doces.

A alimentação pode influenciar o organismo de forma indireta, dentro de um conjunto que envolve microbiota, oscilações hormonais, hidratação e hábitos de vida. Álcool, tabagismo, estresse e sono também aparecem entre os fatores gerais citados pelas especialistas, sem que um alimento isolado produza o resultado íntimo prometido por receitas populares.

“Beber água na quantidade certa e manter uma alimentação equilibrada pesa muito mais do que qualquer alimento tomado isoladamente”, afirma Raquel Magalhães. Vanessa Cairolli também recomenda considerar o funcionamento do organismo como um todo, em vez de recorrer a produtos destinados a alterar um fluido corporal.

Duchas e perfumes podem desequilibrar a região íntima

As ginecologistas desaconselham duchas íntimas, produtos perfumados e receitas caseiras usados para mascarar cheiro ou gosto. Segundo elas, essas práticas podem alterar o pH, desequilibrar a microbiota e aumentar o risco de infecções.

A psicóloga Marina Vasconcellos relaciona a tentativa de neutralizar odores à pressão estética sobre o corpo feminino. Essa cobrança pode gerar ansiedade, vergonha, rituais excessivos de limpeza e perda de espontaneidade durante o sexo.

Na prática, alterações passageiras podem fazer parte do funcionamento do corpo. Quando o odor se torna intenso ou persistente e aparece com dor, coceira, ardor, corrimento diferente ou desconforto durante o sexo, a conduta indicada é buscar avaliação profissional em vez de tentar mascarar o sintoma.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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