Omã adia reunião sobre Ormuz e mantém pressão sobre rotas de petróleo – PIRANOT

A reunião entre Irã, Omã e países árabes do Golfo prevista para esta segunda-feira (14), para discutir a reabertura ou a navegação no Estreito de Ormuz, foi adiada. A decisão prolonga a incerteza sobre uma rota estratégica para o transporte de petróleo.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, informou durante a madrugada que o adiamento ocorreu “em prol do consenso”. O Irã afirmou que a mudança na agenda foi pedida pela Arábia Saudita.

Impasse afeta discussão sobre navegação no estreito

A negociação trataria das condições para a passagem marítima por Ormuz, corredor essencial para o fluxo de petróleo. Sem uma nova data anunciada, os governos envolvidos ainda não divulgaram os termos de um eventual entendimento sobre a rota.

No fim de fevereiro de 2026, ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã levaram Ormuz a ficar praticamente fechado, segundo informações divulgadas. A dimensão atual da interrupção logística e o volume efetivamente afetado no transporte de petróleo não foram detalhados.

Ataques e oleoduto elevam alerta sobre a oferta

Os houthis afirmaram ter disparado dezenas de mísseis e drones contra uma base aérea militar saudita em Khamis Mushait e alegaram danos à infraestrutura militar. Também há relato de danos ao oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, rota que contorna o Estreito de Ormuz, sem confirmação independente das autoridades sauditas.

O petróleo bruto subiu mais de 3% nesta segunda-feira, após a reabertura dos mercados. Operadores avaliam que o fechamento do oleoduto saudita poderia reduzir em até 4% o abastecimento global caso a estrutura não seja reaberta nos próximos dias.

O Irã divulgou ainda uma lista de 77 navios que, segundo o governo iraniano, teriam descumprido protocolos para operar em Ormuz. A medida amplia a pressão sobre a navegação enquanto a reunião adiada deixa sem definição uma saída negociada para a rota.

No Brasil, a oscilação internacional do petróleo é uma referência para os custos de derivados importados, mas não representa reajuste automático de gasolina, diesel ou gás de cozinha. O efeito para consumidores dependerá da duração da tensão nas rotas, das cotações e das decisões dos agentes do setor.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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