Operação investiga 8 policiais penais e 6 empresários por suspeita de corrupção – PIRANOT

A Operação Profundidade investiga oito policiais penais e seis empresários por suspeitas de corrupção no sistema prisional de Londrina, no norte do Paraná, na quinta-feira (3).

A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). Segundo o MPPR, a investigação examina duas hipóteses: pagamentos indevidos em troca de benefícios ligados à execução penal e possível direcionamento de contratos.

As equipes cumpriram 15 mandados de busca e apreensão, autorizados pela 2ª Vara Criminal de Londrina, e recolheram R$ 87,5 mil em espécie. O dinheiro apreendido não corresponde, necessariamente, ao valor sob investigação, e sua origem ainda depende da análise dos elementos recolhidos.

Investigação alcança benefícios penais e contratos

O número confirmado de investigados chega a 14: oito policiais penais e seis empresários. As suspeitas envolvem pessoas ligadas ao Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon), ao Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (Deppen) e ao Conselho da Comunidade de Londrina.

Entre os policiais investigados estão um ex-diretor-geral do Deppen, que também presidiu o Conselho da Comunidade de Londrina, e um ex-chefe de Inteligência do departamento. A participação da esposa de um dos agentes públicos também é investigada, sem divulgação de sua conduta específica.

Na primeira frente, agentes públicos são investigados por supostamente receber pagamentos de pessoas privadas de liberdade em troca da concessão irregular de benefícios relacionados à execução das penas. A segunda apura se empresas de três núcleos empresariais simularam concorrência para direcionar contratos do Conselho da Comunidade.

Segundo o MPPR, parte dos depósitos teria sido fracionada em diferentes operações para dificultar a identificação da origem dos recursos. A investigação começou após denúncias anônimas e avançou com quebras de sigilo bancário e fiscal.

Buscas apreendem dinheiro, documentos e equipamentos

Os R$ 87,5 mil foram encontrados em três imóveis: R$ 45 mil na residência de um alvo, R$ 24,5 mil na casa de outro e R$ 18 mil em um terceiro endereço. A soma dimensiona a apreensão desta quinta-feira, mas não comprova que os recursos tenham origem ilícita.

Documentos e equipamentos eletrônicos também foram recolhidos. Houve ainda uma prisão em flagrante por porte de arma de fogo. Esse flagrante tem fundamento próprio e não comprova a participação do preso nas suspeitas de corrupção investigadas pela Operação Profundidade.

Não há informação de denúncia criminal recebida ou condenação decorrente do caso. Sem acusação formal informada, todos permanecem na condição de investigados.

A operação é conduzida pelo Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), núcleo de Londrina do MPPR, e pela Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), da PCPR. A análise do dinheiro, dos documentos e dos equipamentos apreendidos deverá individualizar as condutas e dimensionar as possíveis irregularidades.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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