Estudo divulgado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) na quarta-feira (16) atribui à Petrobras margem líquida de 29,15% no primeiro semestre de 2026, a maior entre as petroleiras selecionadas. O índice ficou acima dos 25,48% da Saudi Aramco e dos 18,01% da Chevron.
A margem mede a parcela da receita que permanece como lucro depois de custos, despesas e tributos; por isso, não equivale ao maior lucro em valores absolutos. A Petrobras teve lucro líquido informado de R$ 85,1 bilhões no período.
Coordenado pelo economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o estudo compara resultados financeiros de grandes petroleiras desde 2020. Esta é a primeira vez que a Petrobras alcança o topo do ranking de margem de lucro.
Ranking reúne oito grandes petroleiras
A comparação inclui Petrobras, Saudi Aramco, Chevron, ExxonMobil, BP, Equinor, Shell e TotalEnergies e usa dados divulgados pelas próprias empresas. Empresas chinesas, como Sinopec e PetroChina, ficaram fora do recorte.
Além da Petrobras, com 29,15%, o ranking registra margens de 16,33% para a ExxonMobil, 14,83% para a BP, 12,84% para a Equinor, 9,94% para a Shell e 9,44% para a TotalEnergies.
De 2020 a 2025, a Saudi Aramco figurava como líder em margem. Nesse período, a Petrobras foi vice-líder, com exceção de 2024.
Petrobras ocupa terceira posição em lucro em dólar
Na relação de lucro absoluto em dólar, a Petrobras aparece em terceiro lugar, com US$ 16,6 bilhões no primeiro semestre. A Saudi Aramco lidera com US$ 65,4 bilhões, seguida pela ExxonMobil, com US$ 18,7 bilhões.
A diferença mostra por que margem e lucro não são sinônimos: a primeira relaciona o resultado à receita, enquanto o segundo mede o montante final obtido pela empresa. Shell, Chevron, TotalEnergies, BP, Equinor e ConocoPhillips completam a lista de lucro em dólar.
Produção e refino sustentam desempenho operacional
Para Cloviomar Cararine, o resultado reflete a eficiência operacional da companhia, com aumento da produção, alta dos preços internacionais do petróleo, redução dos gastos gerais e atuação integrada na produção e no refino.
No segundo trimestre de 2026, a Petrobras produziu 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, exportou 996 mil barris diários e registrou fator de utilização das refinarias de 101,2%. Os indicadores ajudam a explicar a capacidade operacional que sustenta a rentabilidade apontada no semestre.
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