Polícia apura suspeita de fraude patrimonial ligada à morte de mulher de 60 anos – PIRANOT

A Polícia Civil investiga se uma fraude patrimonial antecedeu a morte de Maria Aparecida da Silva, de 60 anos, encontrada no sábado (29), em uma via pública do loteamento Portinho, em Piúma, no Espírito Santo. O corpo apresentava queimaduras na região da cabeça e escoriações.

Um homem de 52 anos, que mantinha havia cerca de dois meses um relacionamento com a vítima, foi preso na segunda-feira (31). A hipótese divulgada pela Polícia Civil do Espírito Santo é que ele tenha se aproximado de Maria Aparecida para obter vantagem financeira; essa linha ainda está sob investigação e não equivale a uma conclusão sobre a motivação do crime.

O celular da vítima e uma motocicleta registrada em nome dela foram localizados na casa do investigado. O carro apontado como usado no dia do crime foi encontrado escondido, já lavado, apreendido e submetido à perícia. A polícia também verifica um possível penhor de joias. A causa da morte depende da conclusão pericial, e a defesa do investigado não foi localizada.

Relacionamento recente antecede suspeita sobre o patrimônio

Maria Aparecida e o investigado teriam iniciado o relacionamento entre junho e julho de 2026, depois de se conhecerem em uma loja de Piúma. O corpo foi encontrado em 29 de agosto, depois de uma janela indicada para o crime entre a sexta-feira (28) e o sábado (29). A proximidade entre o início da relação, a morte e a localização dos objetos orienta a investigação patrimonial, mas não comprova, isoladamente, fraude ou autoria.

Em 2024, o Anuário da Polícia Civil do Espírito Santo registrou 39 feminicídios no estado; duas vítimas tinham 60 anos ou mais. O recorte é histórico, anterior em dois anos ao caso de Piúma, e não permite projetar uma tendência para 2026 nem estabelecer as circunstâncias da morte de Maria Aparecida.

Celular formatado e bens entram na linha patrimonial

O delegado Rodrigo Toscano afirmou que a polícia apura uma possível sucessão de golpes durante o relacionamento. O homem teria se apresentado como fazendeiro ou intermediador de negócios com fazendas, gado e veículos. Entre os pontos examinados estão a origem da motocicleta, a situação do automóvel, o paradeiro das joias mencionadas e o conteúdo do celular, encontrado formatado.

Na prisão, em 31 de agosto, o homem ignorou uma ordem de parada, resistiu à abordagem, feriu um policial e ameaçou um agente na delegacia, segundo a Polícia Civil. O flagrante reuniu suspeitas de desobediência, resistência, lesão corporal majorada e ameaça. A corporação também afirma que ele confessou o homicídio durante um interrogatório acompanhado por advogado, mas não explicou a motivação nem a dinâmica da morte.

Prisões cautelares mantêm investigado sob custódia

Na quarta-feira (2), segundo o delegado Rodrigo Toscano, o flagrante foi convertido em prisão preventiva, e uma prisão temporária foi decretada em razão da suspeita de feminicídio. O inquérito deve incorporar os laudos periciais e a análise dos bens e aparelhos apreendidos.

A causa da morte, a sequência das lesões e a eventual obtenção de patrimônio dependem dos laudos e das demais diligências. A polícia trata feminicídio e fraude patrimonial como hipóteses investigativas. O homem permanece preso cautelarmente e é presumidamente inocente até eventual condenação definitiva.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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