Exames periciais, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança integram o inquérito sobre a morte de uma jovem de 18 anos. Segundo informações divulgadas na quinta-feira (3), a Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um homem e encaminhou o procedimento à Justiça.
A vítima foi encontrada morta na quinta-feira, 27 de agosto, nos fundos de uma residência no bairro Teixeira Bastos, em Januária, Minas Gerais. Ela apresentava lesões principalmente na cabeça, além de afundamento de crânio e ferimento compatível com objeto perfurocortante, conforme o registro inicial atribuído à Polícia Militar.
Imagens mostram investigado deixando a residência
A investigação aponta que o homem foi à residência para negociar uma motosserra, deixou o imóvel e retornou pouco depois. Uma pedra que estava na residência teria sido usada para atingir a jovem na cabeça.
Os registros de câmeras teriam mostrado o investigado saindo da casa próximo ao horário da morte. As imagens não registraram a agressão.
Em depoimento, o homem alegou que havia ingerido álcool e ouvido vozes. Também teria associado a aparência da jovem à de uma ex-companheira por quem afirmou sentir ódio. As declarações constituem a versão do investigado e não estabelecem diagnóstico psiquiátrico nem causa comprovada para o crime.
Inquérito chega à Justiça após indiciamento
O homem foi preso em flagrante na sexta-feira, 28 de agosto, e permanecia preso nesta quinta-feira, 3 de setembro. Não foi divulgada manifestação da defesa. O investigado deve ser considerado inocente até eventual condenação definitiva.
Com o inquérito encaminhado à Justiça, o Ministério Público poderá oferecer denúncia, pedir novas diligências ou requerer o arquivamento. O indiciamento formaliza a conclusão da investigação policial, mas não equivale a condenação.
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