Três pessoas foram presas na sexta-feira (4), em Manaus, após a Polícia Civil do Amazonas apreender cerca de 100 unidades de produtos terapêuticos, medicinais e estéticos avaliadas em R$ 100 mil. O grupo é investigado por suspeita de integrar um esquema de contrabando e venda clandestina.
A ação foi realizada pelo 1º Distrito Integrado de Polícia. A investigação durava cerca de 20 dias, desde meados de agosto de 2026, e incluiu o monitoramento de uma vila de quitinetes na Rua Dom Pedro I, no bairro São Jorge. A polícia cumpriu no local um mandado de busca domiciliar expedido pela Justiça.
Entre os produtos recolhidos estavam canetas emagrecedoras, botox, retatrutida, tirzepatida e GHK-Cu. A Polícia Civil do Amazonas atribuiu a estimativa de R$ 100 mil ao conjunto apreendido. Considerados apenas o valor estimado e o número aproximado de unidades, a média bruta fica perto de R$ 1 mil por item, mas não equivale ao preço individual porque os produtos têm tipos e características diferentes.
Polícia investiga rota e venda dos produtos a clínicas
Segundo a linha investigativa da Polícia Civil, os itens eram trazidos do Paraguai e da Guiana e vendidos para clínicas médicas, consultórios odontológicos e centros de estética de Manaus. A procedência indicada pela investigação ainda será submetida à perícia.
Ao comentar a ação, o delegado Cícero Túlio afirmou que a comercialização irregular pode representar risco às pessoas eventualmente submetidas a produtos sem procedência ou controle de qualidade. A declaração descreve um risco potencial e não confirma que os itens apreendidos tenham sido aplicados em pacientes.
Em agosto de 2026, o PIRANOT publicou conteúdos sobre os riscos das canetas emagrecedoras sem supervisão e sobre o alerta de pediatras contra o uso estético por jovens. Esse contexto sanitário não permite atribuir as mesmas características à carga recolhida em Manaus antes do resultado dos exames.
Perícia verificará autenticidade, composição e procedência
Parte do material apresenta indícios de falsificação ou adulteração, de acordo com a Polícia Civil. O exame pericial deverá verificar procedência, autenticidade e composição. Até a divulgação do laudo, a apreensão não permite afirmar que todos os itens eram medicamentos nem que fossem falsificados ou adulterados.
A investigação prossegue para identificar outros envolvidos, fornecedores, distribuidores e possíveis compradores. As versões das defesas das três pessoas presas não foram obtidas.
Segundo a Polícia Civil, os investigados poderão responder por falsificação ou adulteração de produto terapêutico ou medicinal, receptação qualificada, contrabando, descaminho e associação criminosa. O enquadramento definitivo caberá à Justiça. Os três serão apresentados em audiência de custódia e ficarão à disposição judicial.
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