O Santos fechou o segundo trimestre de 2026 com déficit contábil de R$ 119,6 milhões e endividamento que o Conselho Fiscal calcula em aproximadamente R$ 1,2 bilhão, apesar de receita superior ao orçamento.
A receita do período foi de cerca de R$ 126 milhões, ante previsão próxima de R$ 91 milhões. O avanço de arrecadação, porém, não compensou custos operacionais de R$ 165 milhões, acima dos R$ 108 milhões orçados, além de quase R$ 18 milhões em outros gastos.
Custos acima do plano levam resultado ao vermelho
O déficit de R$ 119,6 milhões considera os números encerrados em 30 de junho. Outra cobertura registra déficit de R$ 119,7 milhões para o primeiro semestre, diferença de R$ 100 mil que depende da conferência do balancete.
A folha de atletas em maio foi de R$ 29,3 milhões, formada por R$ 14,2 milhões em salários e R$ 15,1 milhões em direitos de imagem. No período, houve atrasos de dois meses na folha, em março e abril de 2026, e de um mês nos direitos de imagem, em maio; a diretoria regularizou os débitos.
Conselho Fiscal aponta divergência sobre passivo
O parecer fiscal aponta divergência entre o cálculo da diretoria e o dos fiscais sobre o passivo não circulante, que reúne obrigações de longo prazo. O Conselho Fiscal calcula o endividamento em aproximadamente R$ 1,2 bilhão, enquanto outra divulgação registra R$ 1,24 bilhão.
O órgão também afirmou não ter recebido conciliação suficiente para demonstrar a composição integral das obrigações de direitos de imagem e sua divisão entre passivo circulante e não circulante, especialmente no caso de Neymar.
Também constam R$ 77,7 milhões em empréstimos de curto prazo e R$ 20,1 milhões em antecipação de recebíveis com a MLD Capital. O Conselho Fiscal alertou que a dependência de receitas futuras pode pressionar as contas dos próximos trimestres.
Conselheiros discutem demonstrativos na segunda-feira
Os conselheiros devem discutir os demonstrativos na segunda-feira, 14 de setembro. A reunião terá de enfrentar a composição do passivo, a divergência apontada pelo Conselho Fiscal e os critérios de classificação dos direitos de imagem, pontos que influenciam o planejamento financeiro e esportivo do clube.
Ler com calma mais tarde?
Guarde esta reportagem na sua Área do Leitor do PIRANOT.



Deixe uma Resposta