Shein retoma busca pela Bolsa com IPO de até US$ 1,8 bilhão em Hong Kong – PIRANOT

A Shein busca levantar até HK$ 13,86 bilhões, cerca de US$ 1,8 bilhão, com a oferta de 280 milhões de ações em Hong Kong. O processo de formação de preço começa nesta segunda-feira (24), no horário local.

Os termos distribuídos ao mercado indicam preço máximo de HK$ 49,50 por ação. A multiplicação desse teto pelo total ofertado resulta em HK$ 13,86 bilhões, equivalentes a US$ 1,77 bilhão pela taxa de câmbio informada de HK$ 7,8402 por dólar — valor arredondado para US$ 1,8 bilhão.

O teto não representa dinheiro já captado nem preço definitivo. A destinação detalhada dos recursos e o valor líquido que chegará à companhia não foram informados nos termos divulgados.

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Oferta sucede tentativas nos Estados Unidos e em Londres

O pedido de listagem aparece no repositório da Bolsa de Hong Kong em nome da Shein Global Holdings Limited, anteriormente denominada Elite Depot Limited. O documento pós-audiência foi publicado em 26 de julho de 2026, depois de o regulador chinês concluir, em 10 de julho, o procedimento de registro necessário ao avanço da operação.

Em 2023, a companhia tentou abrir o capital nos Estados Unidos, mas não concluiu a listagem. Em 2025, buscou Londres como alternativa, sem obter a autorização regulatória chinesa necessária. A operação em Hong Kong é a etapa mais avançada dessa sequência, embora ainda dependa da definição do preço e da efetiva estreia das ações.

Em 2022, a Shein levantou aproximadamente US$ 1,8 bilhão em uma rodada privada que atribuiu à empresa valuation pré-money de US$ 98,2 bilhões. Essa avaliação pertence àquele período e não corresponde ao valor atual nem ao valuation final do IPO.

Prejuízo recente amplia o peso da precificação

O desempenho financeiro também aumenta a tensão em torno da oferta. A Shein registrou lucro de US$ 395 milhões no primeiro trimestre de 2025 e prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026. A mudança entre os dois períodos eleva o peso do preço final e da resposta dos investidores na avaliação da operação.

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A abertura de capital ocorre ainda sob pressão regulatória. Em fevereiro de 2026, a Comissão Europeia abriu uma investigação sob o Digital Services Act. Em abril de 2026, o regulador irlandês iniciou uma apuração sobre transferências de dados de usuários europeus para a China. Em julho de 2026, a Shein revelou uma investigação da FTC e declarou que cooperava com o procedimento, sem antecipar resultado ou custo.

A empresa atende consumidores e mantém atividade comercial no Brasil, onde concorre no comércio eletrônico de moda com plataformas locais e internacionais. Os termos divulgados não vinculam parte da captação a fábricas, fornecedores, logística, empregos ou redução de preços no país.

Preço será definido antes da estreia de 1º de setembro

O processo de coleta de ordens começa em 24 de agosto, uma segunda-feira em Hong Kong. A precificação está prevista para 31 de agosto, também uma segunda-feira, quando deverá ser conhecido o valor efetivo por ação e, consequentemente, o montante que a Shein poderá levantar.

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A estreia na Bolsa de Hong Kong está prevista para terça-feira, 1º de setembro. Se o cronograma for mantido, a resposta dos investidores mostrará se a companhia consegue concluir sua tentativa mais avançada de abrir o capital após os planos frustrados nos Estados Unidos, em 2023, e em Londres, em 2025.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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