Documentos tornados públicos na sexta-feira (11) mostram que o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro passou a ser formalmente investigado em julho de 2026 no caso Dark Horse, relacionado ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal e com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). A inclusão de Flávio Bolsonaro entre os investigados se tornou pública após o levantamento do sigilo de documentos do caso.
Investigação examina quatro hipóteses criminais
O inquérito examina, em tese, hipóteses de lavagem de capitais, evasão de divisas, corrupção ativa e corrupção passiva. A abertura da investigação não representa denúncia, indiciamento, condenação ou prova de crime.
A Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, prevê o crime de ocultar ou dissimular bens, direitos ou valores provenientes de infração penal. A Lei nº 7.492, de 16 de junho de 1986, trata da realização de operação de câmbio não autorizada para promover evasão de divisas. Já o Código Penal define corrupção passiva como solicitar ou receber vantagem indevida em razão da função e corrupção ativa como oferecer ou prometer essa vantagem a funcionário público.
PGR citou necessidade de aprofundar as suspeitas
Em manifestação de 21 de julho de 2026, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o aprofundamento das hipóteses levantadas pela Polícia Federal. A PGR também apontou a necessidade de verificar eventual vínculo entre o financiamento do filme e a atuação parlamentar em pautas de interesse de Daniel Bueno Vorcaro.
O caso envolve o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro e cita Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Não foram divulgados contratos, valores, datas de repasses, beneficiários ou intermediários relacionados à suspeita investigada.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades
Flávio Bolsonaro afirmou que o financiamento do filme foi privado e negou ter recebido dinheiro diretamente. Segundo sua declaração, a abertura do sigilo deve confirmar que não houve irregularidades na produção.
Com a investigação formalizada, caberá às autoridades reunir elementos sobre as hipóteses levantadas antes de eventual definição sobre denúncia ou outras medidas no caso.
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