Banco Central normaliza Pix após falhas em pagamentos e transferências – PIRANOT

Clientes de diferentes bancos relataram falhas em pagamentos e transferências pelo Pix no Brasil na manhã deste domingo (23), antes de o Banco Central informar que o sistema havia sido normalizado.

O Downdetector, plataforma privada que reúne notificações de usuários, registrava 2.431 relatos às 8h30. Itaú, Bradesco e Nubank concentravam reclamações na plataforma. As queixas envolviam principalmente o uso de aplicativos móveis, com 26% das notificações, além de transferências e pagamentos por QR Code, ambos com 25%. O volume indica uma dificuldade disseminada entre clientes, mas não permite determinar sozinho se a origem estava na infraestrutura central do Pix ou nos sistemas das instituições financeiras.

Por volta das 9h, o número de notificações havia recuado para 719, queda indicativa de 70,2% em relação aos 2.411 registros observados às 8h11. Às 11h44, o Banco Central informou que o sistema estava normalizado. A causa e o componente afetado não foram detalhados.

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Pix concentra metade das transações de pagamento no país

Em novembro de 2020, o Pix entrou em operação plena. No primeiro semestre de 2025, a modalidade somou 36,9 bilhões de transações, crescimento de 27,6% ante o mesmo período de 2024, conforme o Banco Central. O meio instantâneo respondeu por 50,9% das mais de 72 bilhões de transações de pagamento registradas naquele semestre.

Em 2025, 89,2% das transações Pix do primeiro semestre foram liquidadas no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI). A parcela restante podia ser liquidada nos livros dos participantes, o que impede atribuir a instabilidade deste domingo à infraestrutura central apenas com base nos relatos de usuários.

Falha interrompe pagamentos e transferências

A indisponibilidade temporária afetou tarefas imediatas, como pagar compras, transferir dinheiro e concluir cobranças por QR Code. Para consumidores e comerciantes que concentram recebimentos no Pix, uma tentativa recusada pode adiar vendas ou exigir outro meio de pagamento. Não há balanço oficial de transações rejeitadas ou perdas financeiras decorrentes do episódio.

O Downdetector mede relatos enviados pelo público e não substitui o diagnóstico técnico do operador ou dos bancos. Por isso, os registros confirmam a percepção de falhas entre clientes de instituições diferentes, mas não identificam a responsabilidade pela ocorrência.

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Usuário deve conferir o extrato antes de repetir o Pix

Quem ainda encontrar erro deve conferir no extrato se a operação foi concluída antes de tentar novamente, evitando pagamentos duplicados. Se a transação aparecer como pendente, o usuário deve aguardar a atualização do banco antes de refazê-la e, enquanto houver erro, pode recorrer a cartão, dinheiro ou outro meio disponível.

Se o valor tiver sido debitado sem chegar ao destinatário, a orientação é guardar comprovantes, horários e protocolos e procurar os canais oficiais do banco. Senhas, tokens, códigos de autenticação e acesso remoto ao celular não devem ser fornecidos a terceiros que ofereçam ajuda para liberar a transferência.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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