Uma batalha de “farmar aura” reuniu jovens na praia Las Sombrillas, em Lima, em 29 de agosto de 2026. Com dança, poses, fantasias e movimentos performáticos, os participantes disputaram a reação do público e avançaram nas rodadas conforme o volume dos gritos e a criatividade das apresentações.
O organizador peruano Fernando Lícito declarou ter realizado três batalhas no Peru. Ele afirmou que conheceu o formato em junho de 2026, ao assistir a um vídeo de uma competição no Brasil, e decidiu levar a ideia ao país.
A data, a cidade e os organizadores da primeira competição brasileira não foram identificados. Ainda assim, a tendência atribuída ao Brasil passou a ser reproduzida em encontros presenciais de jovens em diferentes países.
Leia também: Casamento, CPF e temporadas no Brasil marcam trajetória de Oliver Sykes.
Dança, fantasias e aplausos definem as disputas
O termo deriva da lógica dos videogames, nos quais jogadores precisam “farmar” pontos ou recompensas. Nas redes sociais, “aura” passou a representar o reconhecimento conquistado por presença, estilo ou boas vibrações.
Na versão presencial, os competidores se apresentam diante de uma plateia sem contato físico ou troca de insultos. A reação sonora do público define quem vence e segue para a rodada seguinte.
“O ‘aura farming’ consiste em deixar sua essência fluir em um lugar onde as pessoas estão observando você, mas onde não há vergonha”
Liam González
A definição foi dada por Liam González, estudante de cinema de 20 anos que participou do encontro em Lima. A fala descreve a prática como uma forma de expressão diante do público.
Formato chega a cidades latino-americanas e espanholas
Informações divulgadas situam eventos na Cidade do México, Quito, Caracas e Buenos Aires. Também há relatos de encontros em Madri, Burgos e Saragoça, na Espanha, embora não exista uma cronologia individual dos eventos nessas cidades.
As respostas das autoridades variam. Em julho de 2026, a Prefeitura de Cuiabá teria negado autorização a um torneio por entender que a atividade não atendia ao interesse público; depois, o evento teria sido transferido para um campus universitário. Em Miraflores, autoridades teriam cancelado uma edição por falta de licenças para uso do espaço público.
Na Costa Rica, o Ministério da Educação teria proibido as batalhas em escolas públicas por possível geração de conflitos ou prejuízo ao aprendizado. No México, por outro lado, um secretário de Educação teria publicado um vídeo favorável à tendência antes do novo ano letivo. Os respectivos atos e comunicados oficiais não foram localizados, o que impede tratar essas medidas como formalmente confirmadas.
Ao sair das redes sociais e ocupar praias, praças e outros espaços coletivos, o “farmar aura” transforma uma expressão digital em encontro público: jovens usam performance, humor e fantasias para conquistar a reação da plateia.
Ler com calma mais tarde?
Guarde esta reportagem na sua Área do Leitor do PIRANOT.



Deixe uma Resposta