Bebê abandonada em sacola supera hipotermia e começa a receber leite humano – PIRANOT

Uma recém-nascida encontrada dentro de uma sacola na madrugada de segunda-feira (24), em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, permanece estável nesta terça-feira (25) no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

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A bebê respira espontaneamente, começou a receber leite humano do banco de leite do hospital e responde ao tratamento na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Ela também recebe medicação preventiva contra infecções. “Ela se encontra estável, em bom estado clínico”, afirmou Regina Vieira, gerente de Atenção à Saúde e neonatologista do hospital.

A recém-nascida chegou à unidade por volta das 4h de segunda-feira, com hipotermia e duas fraturas. O peso informado foi de 2,770 quilos, e a idade gestacional foi estimada em 40 semanas. A origem das lesões ainda não foi determinada, por isso elas não permitem estabelecer como ocorreu o abandono.

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Atendimento reverte hipotermia e bebê permanece em incubadora

A criança foi transferida de Piraquara para o Hospital de Clínicas, em Curitiba. A hipotermia foi revertida após o atendimento, e a bebê permanece sob cuidados em incubadora enquanto a equipe médica aguarda resultados de exames.

Os médicos identificaram uma fratura na clavícula direita e outra na perna esquerda. As duas lesões são acompanhadas e tratadas. Regina Vieira apresentou como hipótese a possibilidade de as fraturas terem ocorrido durante o parto, mas ressaltou que ainda não é possível determinar a causa.

Polícia investiga abandono e relato de violência sexual

A Polícia Civil do Paraná identificou e ouviu uma adolescente de 16 anos e seus responsáveis legais na segunda-feira. Eles foram liberados após os depoimentos porque, conforme a corporação, não havia situação de flagrante quando foram localizados.

A adolescente relatou que a gestação poderia ter resultado de violência sexual e afirmou acreditar que a bebê havia nascido sem vida. As declarações integram a investigação e não representam conclusão sobre eventual crime nem sobre a causa das fraturas.

A polícia considera inicialmente a apuração de ato infracional análogo à tentativa de infanticídio e a possibilidade de estado puerperal. O enquadramento é provisório e dependerá dos depoimentos, exames e demais elementos reunidos pelas autoridades.

Após eventual alta, a definição sobre a guarda da recém-nascida caberá aos órgãos de proteção e à Justiça. Enquanto essa etapa não chega, a bebê permanece na UTI neonatal, respira sem ajuda, recebe alimentação e mantém quadro clínico estável.


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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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