Conab reduz previsão da safra de cana, mas etanol cresce 11,7% – PIRANOT

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu nesta quinta-feira (20) para 705,2 milhões de toneladas a estimativa da safra brasileira de cana 2026/27, embora ainda projete crescimento anual de 4,7%.

O segundo levantamento da Conab indica uma revisão de 3,9 milhões de toneladas, ou aproximadamente 0,55%, ante a primeira estimativa, de 709,1 milhões. Mesmo com o corte, a colheita deve superar a safra 2025/26, apoiada por aumento de 1,1% da área e de 3,6% da produtividade média.

A mudança mais relevante aparece no destino industrial da matéria-prima: a produção total de etanol deve crescer 11,7%, para 41,88 bilhões de litros, enquanto a fabricação de açúcar deve recuar 2,9%, para 42,89 milhões de toneladas.

Publicidade

Publicidade

Produtividade sustenta expansão mesmo após corte da estimativa

A área destinada à colheita está calculada em 9,1 milhões de hectares, com produtividade média de 77.905 quilos por hectare. A Conab atribui o desempenho das lavouras às condições climáticas observadas desde o começo do ciclo. A combinação entre área maior e rendimento superior explica a alta anual da cana, apesar da revisão para baixo feita entre abril e agosto.

Em 28 de abril de 2026, o primeiro levantamento projetava 709,1 milhões de toneladas de cana, 43,95 milhões de toneladas de açúcar e 40,69 bilhões de litros de etanol. Na atualização desta quinta-feira, as estimativas de cana e açúcar diminuíram, enquanto a de etanol aumentou em 1,19 bilhão de litros.

O Sudeste concentra 451,4 milhões de toneladas da produção projetada. São Paulo responde por 362,8 milhões, equivalentes a aproximadamente 51,4% da estimativa nacional. O Centro-Oeste aparece com 157 milhões de toneladas e o Nordeste, com 55,5 milhões.

No Sul, a colheita projetada é de 37,3 milhões de toneladas, enquanto o Norte deve produzir 4,1 milhões. No Nordeste, a previsão representa alta de 4,1%, impulsionada principalmente pela ampliação da área colhida, estimada em 923,5 mil hectares.

Publicidade

Etanol ganha espaço no processamento da cana

A Conab estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana, avanço anual de 9,7%. O etanol de milho deve alcançar 11,91 bilhões de litros, crescimento de 17%. Juntas, as duas matérias-primas elevam a oferta nacional projetada para 41,88 bilhões de litros.

No Centro-Sul, os dados até 30 de junho de 2026 reforçam a mudança observada no início da moagem: a parcela destinada ao etanol passou de 48,96%, entre abril e junho de 2025, para 57,48% no mesmo período de 2026. No sentido oposto, o mix de açúcar caiu de 51,04% para 42,52%.

Gasolina E32 reforça demanda doméstica por etanol

O aumento da oferta projetada coincide com a vigência da gasolina E32, que contém 32% de etanol anidro, ante 30% anteriormente. O Conselho Nacional de Política Energética aprovou a elevação, e a nova mistura entrou em vigor em 1º de agosto de 2026.

Publicidade

No mercado internacional, os preços do açúcar mantêm em agosto a recuperação iniciada no fim de julho, em meio à expectativa de oferta global mais restrita. No Brasil, a elevação da mistura obrigatória favorece a demanda por etanol justamente quando a Conab projeta aumento de 11,7% na produção do combustível.


Pausa pra jogargrátis, sem cadastro

Você também pode se interessar


Fonte: Piranot – Link original da matéria

Post Relacionados

Deixe uma Resposta

Deixe um comentário

erro: Content is protected !!