O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na sexta-feira (18) indicadores que situam a ocupação de pessoas com deficiência em 29,0% em 2022, ante 55,8% entre as pessoas sem deficiência.
A diferença de 26,8 pontos percentuais mostra a desigualdade de inserção no trabalho no recorte nacional do Censo Demográfico de 2022.
Também em 2022, o rendimento médio mensal do trabalho informado para pessoas com deficiência foi de R$ 2.053, enquanto o das pessoas sem deficiência chegou a R$ 2.890. A distância de R$ 837 mostra que a desigualdade não se limita ao acesso à ocupação.
Censo de 2022 mostra desigualdade no trabalho e na renda
Entre os ocupados, 57,9% das pessoas com deficiência contribuíam para a Previdência, frente a 67,7% das pessoas sem deficiência. Nos domicílios com moradores com deficiência, o trabalho representava 55,7% da renda total, enquanto aposentadorias, pensões e benefícios sociais respondiam por 44,3%.
Nos domicílios sem pessoas com deficiência, o trabalho correspondia a 78,4% da renda e as outras fontes, a 21,6%.
Na educação, a taxa de analfabetismo alcançava 12,2% entre pessoas com deficiência em 2022, contra 1,0% entre as pessoas sem deficiência. Os indicadores retratam diferenças simultâneas em escolarização, trabalho e renda, sem estabelecer relação causal entre elas.
Dados do serviço público federal têm recorte diferente
Em registros administrativos do serviço público federal, a proporção de servidores ativos com deficiência passou de 0,7% em 2015 para 1,5% em 2024 e chegou a 2,8% em 2025. A série é posterior ao Censo e se refere exclusivamente aos servidores federais, por isso não mede diretamente a situação do mercado de trabalho brasileiro.
O novo informativo do IBGE reúne dados sobre trabalho, renda, educação e outros aspectos das condições de vida das pessoas com deficiência. O retrato nacional de 2022 reforça o peso desses indicadores na formulação de políticas de inclusão e acesso a direitos.
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