O músico, compositor e tradicionalista Euclides Fagundes Filho, conhecido como Bagre Fagundes, faleceu neste domingo, 2 de agosto de 2026, aos 86 anos, após meses de internação hospitalar.
O falecimento foi confirmado publicamente por seu filho mais velho, o também músico Ernesto Fagundes. Coautor de uma canção considerada um hino informal do Rio Grande do Sul, Bagre tornou-se um dos principais representantes da cultura tradicionalista gaúcha.
Bagre Fagundes estava hospitalizado desde o fim de maio de 2026. Na ocasião, o compositor sofreu uma parada cardiorrespiratória após se engasgar durante um almoço e, desde então, passava por um processo de recuperação sob cuidados médicos.
A trajetória e o legado do “Canto Alegretense”
Nascido em 3 de outubro de 1939, Euclides Fagundes Filho construiu uma trajetória múltipla no Rio Grande do Sul. Além da atuação artística, formou-se em Direito pela Universidade de Cruz Alta e trabalhou como advogado, vereador em Alegrete, bancário, árbitro de futebol e colunista do Diário Gaúcho. Também presidiu o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore.
Sua principal contribuição à música regional ocorreu em 1980, quando compôs a canção “Canto Alegretense” em parceria com seu irmão Nico Fagundes. A obra é considerada um hino informal do Rio Grande do Sul.
Bagre também integrou o grupo musical familiar Os Fagundes ao lado dos filhos Neto, Ernesto e Paulinho. Era casado com Marlene Vilaverde, com quem teve quatro filhos.
Velório será realizado no Palácio Piratini
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, manifestou pesar pela morte do tradicionalista e anunciou que o velório será realizado no Palácio Piratini, sede do governo estadual, em Porto Alegre.
O horário da cerimônia e os detalhes do sepultamento não foram divulgados.



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